PSD com Rui Rio abre-se a entendimentos

| Maria Flor Pedroso
PSD com Rui Rio abre-se a entendimentos

Rui Rio, candidato à liderança do Partido Social Democrata (PSD), não tem dúvidas de que consigo o partido estará disponível para se entender com outros, como revelou em entrevista à Antena 1.


À jornalista Maria Flor Pedroso o candidato à liderança do PSD afirma, tal como António Costa, que se for líder do partido e tiver maioria absoluta em 2019 pretende entendimentos com outros partidos (CDS e PS) para fazer reformas necessárias. Exemplifica com a Segurança Social e o ensino.

Sobre entendimentos pós-eleitorais, Rui Rio não fecha portas. Reafirma que uma solução de Bloco Central "só faz sentido em situações excecionais que não prevejo", mas deixa em aberto "a forma como se consegue fazer um governo estável. A seguir (às eleições) logo se verá".

Não parece preocupado com a chamada crise institucional entre Presidente da República e primeiro-ministro. Considera que, "pelo que conhece do Presidente, não será por ele que o mandato [deste Governo] não irá até ao fim".

Rui Rio elogia o sentido de Estado e o bom senso do primeiro-ministro por não se ter demitido na sequência das tragédias dos fogos do verão: "Lançava o país numa crise brutal".

Apesar disso, justifica o voto favorável do PSD à moção de censura do CDS porque estava garantido à partida que o Governo não iria cair. Reconhece que o ocorrido neste verão é resultado de "ineficácia estrutural que se arrasta ao longo dos anos".

O antigo presidente da câmara do Porto revela nesta entrevista que há dez anos que pensava em liderar o PSD, sobretudo pelos apelos que lhe chegavam. Rejeita que Santana Lopes seja o herdeiro de Pedro Passos Coelho, uma vez que tem consigo vários dirigentes e estruturas que estavam com o ainda líder do PSD.

Rui Rio acredita que é possível revitalizar o PSD com pessoas que se afastaram e agora voltaram, com o melhor das universidades, sem perder os valores do défice e da dívida. E deixa uma garantia: se o PSD fosse poder agora, não estava a governar para o presente como está Costa refém da extrema-esquerda.

"Quer eu quer Passos não governaríamos para o presente".

A entrevista de Rui Rio à Antena 1 pode ser ouvida na íntegra este sábado a partir das 12h00.

A informação mais vista

+ Em Foco

Foi considerado o “pior dia do ano” em termos de fogos florestais, com a Proteção Civil a registar 443 ocorrências. Morreram 45 pessoas. Perto de 70 ficaram feridas. Passou um mês desde o 15 de outubro.

    Todos os anos as praias portuguesas são utilizadas por milhões de pessoas de diferentes nacionalidades e a relação ambiental com estes espaços não é a mais correta.

      Doze meses depois da eleição presidencial de 8 de novembro de 2016, com Donald Trump ao leme da Casa Branca, os Estados Unidos mudaram. E o mundo afigura-se agora mais perigoso.

        Uma caricatura do mundo em que vivemos.