Salvador Sobral defende saída do país para abrir a mente

| Maria Flor Pedroso
Salvador Sobral defende saída do país para abrir a mente

O cantor Salvador Sobral defende a saída dos jovens do país para conhecer novas realidades e abrir a mente. A afirmação foi feita pelo vencedor do Festival da Eurovisão da canção deste ano, em entrevista à jornalista da Antena 1, Maria Flor Pedroso.

A conversa dos irmãos Sobral, Salvador e Luísa, passou pela ideia de União Europeia, lembrando o cantor a importância que o Erasmus teve na sua vida. Quando tiver filhos "vou incentivá-los a estudar lá fora porque se abre a mente".

Foi depois de ter estado em Maiorca que decidiu ser músico e estudar em Barcelona, tendo testemunhado o referendo sobre a Independência da Catalunha. "Se for muito importante para os catalães, podia ser bonito, a independência", diz.

Se fizesse um dueto, Salvador queria cantar com Sílvia Perez Cruz, cantora catalã. Elogia Paulo de Carvalho como um músico excecional e confessa que sempre olhou para o "E depois do Adeus" com a carga política que a canção tem, reconhecendo que é "lindíssima".

Salvador Sobral identifica Macron como sendo de direita, tendência política que diz não perfilhar.



Luísa Sobral até vai mais longe, afirmando que as eleições francesas e a vitória de Macron "vieram mostrar que não estamos assim com tanto medo e que o meu país não é assim, com racismo e xenofobia".

Também em relação à Europa, a opinião de Salvador Sobral parece ter mudado. Diz que "as coisas estão a melhorar desde que existe este novo Governo".



Volta a falar da questão dos refugiados, afirma que a ideia não era atuar com a t-shirt, mas alertar para a situação "de pessoas que tiveram de fugir da morte. É um pesadelo!".



A ida ao parlamento foi muito importante, reconhecem os dois irmãos, que olham para os deputados como representantes do voto popular, mas, com graça, Salvador confessou que "ficou com fome no almoço, porque era 'nouvelle cuisine' e tive de ir comer um peixe grelhado".

Mas nem esse pormenor estragou a visita porque, entre outras coisas, Castro Mendes, o ministro, agradeceu-lhe ter falado da cultura.

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