11 milhões reais para ajudar vítimas da seca na Amazónia
O Governo federal anunciou hoje que disponibilizou 30 milhões de reais (11 milhões de euros) para ajudar na operação de socorro às populações dos municípios atingidos pela seca na Amazónia, Norte do Brasil.
A estiagem é a pior dos últimos 50 anos e atinge directamente uma população de cerca de 170 mil pessoas no Estado do Amazonas, onde 900 comunidades estão isoladas.
Segundo o ministro brasileiro da Integração Nacional, Ciro Gomes, a operação de ajuda às vítimas da seca conta com seis helicópteros da Marinha, cinco do Exército, três da Força Aérea Brasileira, além de três aviões Hércules C-130 e um Boeing 707.
Os aviões estão a transportar alimentos, remédios e purificadores de água para cidades estratégicas do Amazonas, de onde os helicópteros fazem o transporte até os locais mais castigados pela seca.
Como muitos rios da região secaram e o sistema de transporte hidroviário entrou em colapso, o socorro à população atingida só pode ser feito por via aérea.
A expectativa dos meteorologistas é de que até o final de Novembro a situação da navegabilidade dos rios amazónicos ficará normalizada, já que as primeiras chuvas começaram a cair no Oeste do Amazonas.
Os especialistas consideram que a causa mais provável da actual seca na Amazónia é o aquecimento das águas do Atlântico Norte, que produziu um número inédito de furacões, entre os quais o Katrina.
De acordo com o ministro da Integração, até ao momento, não há na região qualquer indício de epidemia.
A seca colocou também em risco a vida de animais em extinção e muitas espécies, como botos e peixes-boi, tornaram-se presas fáceis de pescadores, pois o nível dos rios está muito baixo.