14 000 mortos no Sri Lanka, enterros em curso, temor de epidemias

O número de vítimas mortais do maremoto do passado domingo ascende já a 14 000 no Sri Lanka, informou hoje o ministério dos Serviços Sociais do país, em Colombo.

Agência LUSA /

Os mortos começaram a ser enterrados ao mesmo tempo que prossegue a busca de corpos em decomposição.

Os funerais realizaram-se ao longo de toda a costa sul do país, o mais duramente atingido pelo maremoto que devastou o sul e o sudeste da Ásia no domingo.

As morgues não têm câmaras frias e é necessário enterrar os corpos depressa devido ao perigo de eclosão de epidemias.

"Até meio do dia de hoje, temos de enterrar os corpos, porque a maioria deles está em tal estado de decomposição que já não são identificáveis", disse um polícia da cidade de Matara, a 160 quilómetros a sul da capital, Colombo.

Segundo o exército, o número total de mortos confirmado em toda a ilha é de 12.271, dos quais 59 membros das forças de segurança e 73 estrangeiros.

Este número, entretanto revisto pelo ministério dos Serviços Sociais, inclui cerca de 1.500 pessoas mortas num comboio, submerso pelas ondas gigantes, e as vítimas das zonas do norte controladas pela rebelião tamil.

Num anterior balanço, a rebelião tamil tinha mencionado 2.000 desaparecidos.

O movimento Tigres de Libertação do Eelam Tamil (LTTE) anunciou ter posto em funcionamento comités especiais para coordenar socorros sem precedentes para dezenas de milhares de pessoas que perderam as suas casas na catástrofe de domingo.

Os meios, todavia, são limitados e o LTTE pediu ajuda internacional.

Pondo de lado o conflito em aberto com o LTTE, o governo de Colombo disponibilizou-se, entretanto, para dar assistência aos feridos e deslocados das zonas sob controlo da guerrilha tamil.

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