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1.516 norte-coreanos conseguiram fugir para a Coreia do Sul em 2013

1.516 norte-coreanos conseguiram fugir para a Coreia do Sul em 2013

Seul, 13 jan (Lusa) -- Um total de 1.516 refugiados norte-coreanos conseguiram chegar em 2013 à Coreia do Sul, um número ligeiramente superior às `fugas` de 2012, mas mais baixo do que em anos anteriores, revelou hoje o Ministério da Unificação de Seul.

Lusa /

O número de refugiados que chegaram à Coreia do Sul no ano passado, dos quais cerca de 70% são mulheres, ultrapassa ligeiramente os 1.502 de 2012, salientam os dados provisórios revelados pelo Ministério.

No entanto, os números ficam aquém dos 2.706 desertores da Coreia do Norte que conseguiram chegar à Coreia do Sul em 2011, ou aos 2.929 que o conseguiram fazer em 2009, o ano em que foram registadas mais fugas.

A quebra do número de fugas coincide com a chegada ao poder do jovem kim Jong-un, que assumiu o poder após a morte do pai Kim Jong-il, em dezembro de 2011.

Analistas regionais consideram que a queda do número de fugas fica a dever-se a uma aparente melhoria na situação económica da Coreia do Norte e ao reforço do controlo fronteiriço encetado pelo regime.

Os norte-coreanos que fogem da fome ou da repressão política do regime de Pyongyang para a Coreia do Sul são obrigados a percorrer um longo caminho de fuga que, normalmente, começa com a travessia do rio Amnok para a China.

Já na China terão de percorrer milhares de quilómetros sem serem detetados pelas autoridades da República Popular até um terceiro país, normalmente a Tailândia ou o Laos que permitem a saída para a Coreia do Sul após um pedido de asilo na embaixada do país nas capitais daqueles países.

A Coreia do Sul acolhe todos os refugiados da Coreia do Norte a quem concede a sua cidadania e vários apoios económicos, sociais e de formação para que se integrem na sociedade do sul.

Apesar dos apoios, muitos norte-coreanos não conseguem integrar-se no regime do sul devido às grandes diferenças entre o regime comunista do norte e o fortemente competitivo sistema capitalista do sul onde também são alvo de diversos tipos de discriminação.

 

 

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