2005 termina marcado por neve, frio e vítimas mortais na Europa
O ano de 2005 termina na Europa marcado pela neve e frio que bateram recordes e fizeram várias vítimas, sobretudo na Polónia, onde a vaga de mau tempo já causou 22 mortos, segundo fontes policiais.
De acordo com os serviços de meteorologia, a próxima noite, bem como a de ano novo, poderá ser ainda mais rigorosa no território polaco, bem como na Holanda e na Áustria.
As autoridades polacas apelaram aos condutores para evitarem deslocações, devido aos intensos nevões e vento registados no país.
Ao início da tarde, a situação mais grave verificava- se nas regiões sudoeste, oriental e central, onde a queda persistente de neve dificultou o trânsito.
Actualmente a quase todo o território polaco está sujeito a vagas intensas de nevões. Nalgumas regiões, a temperatura permanece próximo dos zero graus centígrados, o que provoca a formação de camadas de gelo nas estradas.
Na Grã-Bretanha, que conheceu o mês de Dezembro mais frio desde há 10 anos, um homem de 40 anos foi encontrado morto congelado nos degraus da câmara de West Bromwich (centro), indicou a imprensa.
O frio fez igualmente uma segunda vítima na Itália:
um jovem sem-abrigo de 22 anos que morreu numa plataforma da gare central de Roma.
Pela primeira vez em 21 anos, Florença, a capital da Toscana, está sob fortes nevões e, no sul do país, a protecção civil decretou estado de emergência na região de Nápoles, onde segunda-feira foi registada a primeira vítima mortal - um sem-abrigo de nacionalidade ucraniana.
Em Roma, a maioria dos comboios circulam com grandes atrasos e sete voos foram anulados no aeroporto de Florença.
Na Croácia, também uma mulher de 91 anos morreu de frio. O corpo foi encontrado quinta-feira em frente da sua casa, perto de Zadar (sul), onde o termómetro registava dez graus negativos. O tráfego rodoviário e ferroviário foi afectado em todo o país.
A última noite ficou também registada na Suiça como a mais fria desde o início do Inverno, com 35 graus negativos em La Brévine, na província de Neuchâtel (oeste), onde os habitantes começam a sofrer de falta de água.
Na Holanda, onde a circulação ferroviária foi limitada, o gabinete de meteorologia (KNMI) alertou os holandeses que se preparam para a festa de ano novo para as "condições invernosas extremas" previstas para a noite de 31 de Dezembro, com a chegada de uma depressão vinda da Escócia.
O aeroporto de Amsterdão-Schipol reduziu hoje ao fim do dia o seu funcionamento em 50 por cento, devido às fortes quedas de neve.
Na Bélgica, os meteorologistas prevêem também um agravamento do estado do tempo, num dia em que as autoridades alertarem para as dificuldades da circulação e decretaram o alerta "vermelho".
As quedas de neve levaram ainda à interrupção do tráfego aéreo no aeroporto de Charleroi (sul da Bélgica), ao início da tarde.
Na Áustria, as principais dificuldades são esperadas para o fim-de-semana de ano novo, com temperaturas que podem atingir os 15 graus negativos.
Na Eslováquia, a neve, acompanhada por fortes rajadas e vento, perturba o tráfego rodoviário, ferroviário e aéreo: as autoridades do aeroporto de Bratislava ponderam encerrá-lo se a situação se agravar.
A uma dezena de quilómetros da capital, três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas num choque em cadeia que envolveu entre 40 e 60 veículos, alguns dos quais camiões.
Após as fortes quedas de neve no leste da República Checa, as autoridades da cidade de Karvina (64.000 habitantes), na fronteira polaca, qualificaram a situação de "catastrófica".
Também na Hungria, a neve provocou o descarrilamento de um metro de superfície em Budapeste, bloqueando várias linhas na capital.
Ao início da tarde, cerca de 10.000 casas estavam privadas de electricidade em Orne, oeste de França, na sequência das quedas de neve e chuvas geladas, que provocaram também atrasos de uma hora e meia nos voos dos aeroportos parisienses de Roissy e de Orly. A circulação ferroviária também sofreu atrasos e duas pessoas morreram nos últimos dias.
Também Espanha se prepara para passar o ano novo com frio. A neve impediu a circulação de quatro funiculares de montanha no norte do país, enquanto no nordeste a circulação é difícil devido ao gelo.
A Protecção Civil alertou para a chuva em Navarra - que pode atingir os 60 litros em 12 horas -, e para a queda de neve sábado nas Astúrias, Cantábria, Castela e Leão, Navarra e País Basco, bem como ventos fortes.