Mundo
Guerra no Médio Oriente
A 27 de outubro. Eleições para o Knesset, um referendo ao primeiro-ministro Netanyahu
O Knesset conclui o atual mandato a 17 de julho, o que fará com que, pela primeira vez em décadas, um executivo cumpra integralmente a legislatura de quatro anos.
O Parlamento israelita anunciou a data das eleições legislativas para 27 de outubro. É uma eleição aguardada como um referendo à liderança de Benjamin Netanyahu.
Bibi com popularidade em baixo
De qualquer forma, o Knesset conclui o atual mandato a 17 de julho, o que fará com que, pela primeira vez em décadas, um executivo cumpra integralmente a legislatura de quatro anos.
A assessora jurídica do Parlamento, Sagit Afik, assinalou precisamente esse facto: “As eleições estão (...) marcadas por lei para 27 de outubro, sem que esteja prevista qualquer redução do mandato da Knesset”.
Serão as primeiras eleições desde o ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023 e a consequente operação israelita contra a Faixa de Gaza.
A assessora jurídica do Parlamento, Sagit Afik, assinalou precisamente esse facto: “As eleições estão (...) marcadas por lei para 27 de outubro, sem que esteja prevista qualquer redução do mandato da Knesset”.
Serão as primeiras eleições desde o ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023 e a consequente operação israelita contra a Faixa de Gaza.
Bibi com popularidade em baixo
Benjamin Netanyahu é já o chefe de governo que em Israel mais tempo se manteve no poder e deverá ser novamente candidato, apesar de a sua popularidade estar em níveis muito baixos.
Um inquérito da Universidade Hebraica de Jerusalém revelou que mais de 92% dos israelitas consideram que o Irão venceu a guerra no Médio Oriente e o apoio a Netanyahu como primeiro-ministro caiu de 40,5% no início de março para 29,4% em junho.
Bibi Netanyahu está há anos envolvido num processo por corrupção, e encara esta eleição como o momento mais decisivo da sua carreira política. A sua equipa tem assim procurado nos últimos dias aprovar uma série de leis que ajudem a consolidar o posicionamento na área da extrema-direita, onde tem ancorado o seu executivo.
A grande incógnita está, ainda, na forma como será julgada a sua atuação no 7 de outubro, dia em que falhas de segurança nunca vistas na história de Israel permitiram um ataque do Hamas em larga escala em território israelita.