Mundo
A caixa de charutos do Che que não era do Che
Na verdade, o que era para ser leiloado não era uma luxuosa caixa de charutos que outrora pertencera ao guerrilheiro Ernesto Che Guevara. O objecto que um anónimo expôs às marteladas do leiloeiro era antes uma Caixa de Pandora que aberta expurgaria a imagem de um Che imune aos luxos deste mundo. Em linguagem directa: o que se preparava era a destruição da imagem do comunista revolucionário, para o transformar num idealista vendido aos bens materiais.
É que não era uma caixa qualquer. Trata-se de uma caixa com base de licitação a rondar os 15.000 euros, aquela que em Março passado os leiloeiros da Mullock’s se preparavam para levar a leilão como antiga pertença do médico argentino que se juntou à revolução cubana.
Tanto os herdeiros do Che como o instituto cubano responsável pela guarda do seu legado negaram a pertença da caixa de charutos.
A partir daqui entraram em jogo os guardiões, não do tesouro, mas da imagem do Che idealista, o Che que assumiu pelo soldo de soldado raso um lugar de ministro no governo de Fidel Castro, depois de em 1959 o ter ajudado a depor o ditador Fulgencio Batista a partir da Sierra Maestra.
O instituto cubano responsável pela guarda do legado de Che Guevara negou a pertença da caixa de charutos, apesar de ser conhecido que El Comandante era um grande apreciador dos puros cubanos.
A Mullock’s garantia há um mês uma caixa de puros assinada pelo próprio Che, com a data cunhada do seu 35.º aniversário. Ter-se-ia tratado de uma prenda enviada pelo Ministério das Indústrias.

São certezas que caíram por terra face ao repúdio quer do instituto cubano, quer também dos seus filhos, que há décadas vêem a imagem do pai em camisolas e toda uma série de produtos que conflituam com os ideais revolucionários do pai. O pai que recusou uma vida “descansada” em Havana para se juntar a movimentos revolucionários por todo o mundo.
Até que a morte o parasse. E parou, foi nas florestas da Bolívia, em 1967, tinha 39 anos.
Tanto os herdeiros do Che como o instituto cubano responsável pela guarda do seu legado negaram a pertença da caixa de charutos.
A partir daqui entraram em jogo os guardiões, não do tesouro, mas da imagem do Che idealista, o Che que assumiu pelo soldo de soldado raso um lugar de ministro no governo de Fidel Castro, depois de em 1959 o ter ajudado a depor o ditador Fulgencio Batista a partir da Sierra Maestra.
O instituto cubano responsável pela guarda do legado de Che Guevara negou a pertença da caixa de charutos, apesar de ser conhecido que El Comandante era um grande apreciador dos puros cubanos.
A Mullock’s garantia há um mês uma caixa de puros assinada pelo próprio Che, com a data cunhada do seu 35.º aniversário. Ter-se-ia tratado de uma prenda enviada pelo Ministério das Indústrias.
São certezas que caíram por terra face ao repúdio quer do instituto cubano, quer também dos seus filhos, que há décadas vêem a imagem do pai em camisolas e toda uma série de produtos que conflituam com os ideais revolucionários do pai. O pai que recusou uma vida “descansada” em Havana para se juntar a movimentos revolucionários por todo o mundo.
Até que a morte o parasse. E parou, foi nas florestas da Bolívia, em 1967, tinha 39 anos.