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A partir dos EUA, Flávio Bolsonaro declara-se "verdadeiro presidente eleito" do Brasil
O senador brasileiro Flávio Bolsonaro declarou-se esta quarta-feira o presidente eleito legítimo do Brasil. Alega a sua vitória foi anulada por um golpe eleitoral orquestrado pelo presidente Lula da Silva e pelo Supremo Tribunal Federal.
Bolsonaro perdeu a segunda volta das eleições presidenciais e abandonou o Brasil, viajando para Miami com a família.
"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil", escreve o candidato na missiva.
Flávio Bolsonaro agradece ao presidente argentino, Javier Milei, pela "coragem, senso de justiça e legalidade" e ao presidente norte-americano Donald Trump "e ao maravilho povo americano por me acolher".
"Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país", acrescenta, afirmando ainda que Trump "é um grande defensor da liberdade de expressão".
Flávio Bolsonaro prossegue depois com a descrição da eleição no último domingo: "Vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno".
O candidato refere-se a uma extensão da votação "no apagar das luzes". "Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes", expõe Flávio Bolsonaro, argumentando também que "ao longo de toda a campanha houve abuso de poder político, económico e uso da máquina pública em favor da reeleição".
Flávio Bolsonaro refere ainda que um juiz tentou "sequestrar" os seus passaportes. "Muito provavelmente estaria preso", estima.
"A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns”, acrescenta o candidato.
Bolsonaro sublinha ainda que não era sua "intenção" deixar o país. "Sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado", vincou.
"Não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada", aponta. Segundo Flávio Bolsonaro, o "roteiro da perseguição" começaria com a apreensão do passaporte, pulseira eletrónica, "censura, prisão domiciliária, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política".
"Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança", afirma Flávio Bolsonaro.
O candidato conclui a carta afirmando que não fugiu do Brasil, mas apenas optou por sair do país "para poder ser o líder que o povo merece". "Calado, preso e censurado, como o meu pai está, eu não poderia ser essa liderança", vincou.