Mundo
A "pele de cobra" que cobre Plutão
As mais recentes imagens da sonda “New Horizons” divulgadas pela NASA viram uma página no conhecimento da cor e composição que forma este pequeno corpo celeste a sete mil milhões de quilómetros da Terra.
Captadas há mais de dois meses e agora reveladas pela Agência Espacial norte-americana, as imagens recolhidas pela NASA a 19 de setembro revelam detalhes de textura e composição, com o alinhamento de cordilheiras que se estendem por vários quilómetros. Uma textura e traço peculiar que está a espantar os próprios investigadores.
“Parecem mais cascas de árvore ou escamas de dragão do que geologia”, brinca o especialista em Geologia e Imagem da sonda "New Horizons", William McKinnon.
As explicações deste fenómeno ainda são desconhecidas e será necessária uma investigação mais profunda e “algum tempo” para averiguar causas, mas o especialista arrisca uma explicação através da conjugação de vários fatores únicos a Plutão: “Talvez seja a combinação de forças tectónicas internas, elevação de placas de gelo e a débil incidência do sol.”.

As imagens de alta-resolução mostram padrões de fossas, cumes e formas geológicas que se assemelham às dunas e lagos glaciais da Terra
Foto: NASA
As imagens de alta resolução da “New Horizons” foram captadas a 14 de julho, data em que a sonda se aproximou como nunca de Plutão, a pouco mais de 12 mil quilómetros da sua superfície, após uma viagem que durou nove anos.
Um arco-íris no espaço
Mas o traçado na superfície de Plutão não é a única novidade divulgada pelos cientistas da NASA nos últimos dias. Também a cor do corpo celeste está a atrair os olhares curiosos.
A imensa variedade de cores, desde azuis, amarelos, laranjas e sobretudo diferentes vermelhos, só é observável graças à tecnologia da câmara multiespectral da "New Horizons" (Multispectral Visual Imaging Camera - MVIC), uma ferramenta visual que deteta e regista várias regiões e informações do espetro eletromagnético.
John Spencer, investigador do "New Horizons", reconhece o fascínio pelo mistério que ainda envolve estas características: “Muitos relevos têm as suas cores individuais, através das quais contam uma bonita história geológica e climática que só agora começámos a descodificar”.
“Parecem mais cascas de árvore ou escamas de dragão do que geologia”, brinca o especialista em Geologia e Imagem da sonda "New Horizons", William McKinnon.
As explicações deste fenómeno ainda são desconhecidas e será necessária uma investigação mais profunda e “algum tempo” para averiguar causas, mas o especialista arrisca uma explicação através da conjugação de vários fatores únicos a Plutão: “Talvez seja a combinação de forças tectónicas internas, elevação de placas de gelo e a débil incidência do sol.”.
As imagens de alta-resolução mostram padrões de fossas, cumes e formas geológicas que se assemelham às dunas e lagos glaciais da Terra
Foto: NASA
As imagens de alta resolução da “New Horizons” foram captadas a 14 de julho, data em que a sonda se aproximou como nunca de Plutão, a pouco mais de 12 mil quilómetros da sua superfície, após uma viagem que durou nove anos.
Um arco-íris no espaço
Mas o traçado na superfície de Plutão não é a única novidade divulgada pelos cientistas da NASA nos últimos dias. Também a cor do corpo celeste está a atrair os olhares curiosos.
A imensa variedade de cores, desde azuis, amarelos, laranjas e sobretudo diferentes vermelhos, só é observável graças à tecnologia da câmara multiespectral da "New Horizons" (Multispectral Visual Imaging Camera - MVIC), uma ferramenta visual que deteta e regista várias regiões e informações do espetro eletromagnético.
John Spencer, investigador do "New Horizons", reconhece o fascínio pelo mistério que ainda envolve estas características: “Muitos relevos têm as suas cores individuais, através das quais contam uma bonita história geológica e climática que só agora começámos a descodificar”.