"A tomada de Mossul representa a aniquilação de uma das bases estruturais do Daesh"

O exército iraquiano lançou uma ofensiva para tentar reconquistar a cidade de Mossul, tomada pelo Estado Islâmico em 2014.
Nas operações militares participam milícias curdas e xiitas, com o apoio aéreo da coligação internacional.
"A tomada de Mossul representa a aniquilação de uma das bases estruturais do Daesh" afirma no Jornal 2 Felipe Pathé Duarte.

Fátima Araújo, Rui Sá /
O Especialista em questões de segurança lembra o valor simbólico da capital do Estado Islâmico no Iraque, mas também a importância económica do centro petrolífero, bem como a localização que transforma esta cidade no principal centro logístico dos combatentes extremistas.

Entre trinta e cinquenta mil combatentes estão a fazer o cerco à cidade onde não mais de sete mil combatentes do Estado Islâmico se encontram.

Mossul é a segunda maior cidade do Iraque. Já teve mais de dois milhões de habitantes. Atualmente estima-se que ali vivam ainda cerca de metade.

"A operação de retomada de Mossul pode numa primeira fase causar uma nova fuga de pessoas, causando mais uma catástrofe humanitária, mas a prazo vai aliviar a crise dos refugiados já que permitirá o regresso de muitos àquela que é considerada um dos principais entrepostos comerciais de toda a região", lembra o porta-voz do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.
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