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A Tunísia, dois anos depois da "Primavera Árabe"
Dois anos após o início da Primavera Árabe, a Antena 1 faz um balanço do que mudou em alguns países afetados pelo movimento. Na Tunísia, a imolação de Mohamed Bouazizi, a 17 de dezembro de 2010, foi a "gota de água" que desencadeou uma onda de protestos em vários países. No entanto, passados dois anos, os mesmos problemas permanecem no país do norte de África. Alguns, agravaram-se.
Para além das manifestações e greves, proibidas no tempo de Ben Ali, verificam-se também, ainda que com menos frequência, alguns protestos violentos no norte do país.
A frustração existe também entre os apoiantes do Governo, liderado pelos islamistas do Ennahda, por ser visto como demasiado moderado. O Partido do Renascimento, como também é conhecido, governa em coligação com o partido secular Congresso para a República e com o partido de esquerda Ettakatol.
Apesar da pressão dos radicais, que não tem hesitado em recorrer à violência, o Ennahda garantiu que não irá tentar impor a lei islâmica.