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Acidente em Cabo Verde. Famílias recebem 907 euros por vítima e outros apoios da autarquia e do Governo
As famílias das 25 pessoas que morreram no acidente na ilha cabo-verdiana do Fogo vão receber 907 euros por cada vítima, além de cestas básicas, através de um apoio da autarquia local em parceria com o Governo.
"Já foram identificados e estão a ser processados nas contas os apoios monetários a cada família, no valor de 100 mil escudos (907 euros)", afirmou o presidente da Câmara de São Filipe, Nuías Silva, em declarações aos jornalistas, acrescentando que o apoio é atribuído em função do número de vítimas de cada família.
"Esses apoios não são por famílias, são por vítimas", esclareceu o autarca, explicando que uma família com duas ou três vítimas receberá o apoio correspondente a cada uma.
Além do apoio financeiro, já foram distribuídas cestas básicas às famílias e está a ser prestado acompanhamento psicológico através do gabinete de crise, em articulação com a Câmara Municipal e o Governo.
As pessoas transferidas para a cidade da Praia têm alojamento e refeições garantidos num espaço próximo do Hospital Agostinho Neto, onde continuam a receber acompanhamento.
A Câmara Municipal e o Governo estão também a preparar medidas para a recuperação das famílias afetadas, incluindo intervenções nas suas habitações e a criação de atividades geradoras de rendimento.
Segundo o autarca, os projetos deverão estar concluídos para serem implementados junto das famílias depois da missa do primeiro mês das vítimas, respeitando o período de luto.
Relativamente aos funerais, Nuías Silva disse que todas as urnas já tinham sido adquiridas e que a Câmara isentou as famílias do pagamento das covas, que serão atribuídas a título perpétuo.
A autarquia pretende ainda avançar com um projeto para a construção de túmulos em granito ou mármore, para preservar a memória das vítimas.
"Por mais que possamos intervir, não conseguimos resgatar a vida dessas pessoas, mas podemos ajudar a minimizar o sofrimento das pessoas que sobreviveram e lembrar a memória daqueles que partiram", afirmou.
"Essa é a nossa missão: ajudar a mitigar o sofrimento daqueles que sobreviveram e das famílias que perderam os seus entes queridos e recordar a memória daqueles que faleceram", concluiu.
O autarca considerou a sobrevivência de alguns passageiros um "verdadeiro milagre" e defendeu homenagens às vítimas e aos envolvidos no resgate.
Nuías Silva propôs ainda que 05 de setembro passe a ser uma data de reflexão sobre segurança e prevenção rodoviária e revelou que está a ser ponderado um monumento no local do acidente, com os nomes das vítimas, além de homenagens no cemitério onde foram sepultadas.
O acidente ocorreu no sábado, em Campanas de Cima, no concelho de Santa Catarina do Fogo, quando o autocarro saiu da estrada e caiu cerca de 50 metros por uma ravina.
Morreram 25 pessoas e 13 ficaram feridas.
A maioria das vítimas eram estudantes e jovens.
O Governo cabo-verdiano decretou dois dias de luto nacional.
Equipas médicas, de emergência e de apoio psicológico foram deslocadas para a ilha do Fogo, enquanto prosseguem os trabalhos para determinar as circunstâncias do acidente.
A Estradas de Cabo Verde, empresa pública responsável pela gestão da rede rodoviária nacional, está no local para avaliar as condições da via.
"Esses apoios não são por famílias, são por vítimas", esclareceu o autarca, explicando que uma família com duas ou três vítimas receberá o apoio correspondente a cada uma.
Além do apoio financeiro, já foram distribuídas cestas básicas às famílias e está a ser prestado acompanhamento psicológico através do gabinete de crise, em articulação com a Câmara Municipal e o Governo.
As pessoas transferidas para a cidade da Praia têm alojamento e refeições garantidos num espaço próximo do Hospital Agostinho Neto, onde continuam a receber acompanhamento.
A Câmara Municipal e o Governo estão também a preparar medidas para a recuperação das famílias afetadas, incluindo intervenções nas suas habitações e a criação de atividades geradoras de rendimento.
Segundo o autarca, os projetos deverão estar concluídos para serem implementados junto das famílias depois da missa do primeiro mês das vítimas, respeitando o período de luto.
Relativamente aos funerais, Nuías Silva disse que todas as urnas já tinham sido adquiridas e que a Câmara isentou as famílias do pagamento das covas, que serão atribuídas a título perpétuo.
A autarquia pretende ainda avançar com um projeto para a construção de túmulos em granito ou mármore, para preservar a memória das vítimas.
"Por mais que possamos intervir, não conseguimos resgatar a vida dessas pessoas, mas podemos ajudar a minimizar o sofrimento das pessoas que sobreviveram e lembrar a memória daqueles que partiram", afirmou.
"Essa é a nossa missão: ajudar a mitigar o sofrimento daqueles que sobreviveram e das famílias que perderam os seus entes queridos e recordar a memória daqueles que faleceram", concluiu.
O autarca considerou a sobrevivência de alguns passageiros um "verdadeiro milagre" e defendeu homenagens às vítimas e aos envolvidos no resgate.
Nuías Silva propôs ainda que 05 de setembro passe a ser uma data de reflexão sobre segurança e prevenção rodoviária e revelou que está a ser ponderado um monumento no local do acidente, com os nomes das vítimas, além de homenagens no cemitério onde foram sepultadas.
O acidente ocorreu no sábado, em Campanas de Cima, no concelho de Santa Catarina do Fogo, quando o autocarro saiu da estrada e caiu cerca de 50 metros por uma ravina.
Morreram 25 pessoas e 13 ficaram feridas.
A maioria das vítimas eram estudantes e jovens.
O Governo cabo-verdiano decretou dois dias de luto nacional.
Equipas médicas, de emergência e de apoio psicológico foram deslocadas para a ilha do Fogo, enquanto prosseguem os trabalhos para determinar as circunstâncias do acidente.
A Estradas de Cabo Verde, empresa pública responsável pela gestão da rede rodoviária nacional, está no local para avaliar as condições da via.