Acusados de corrupção da Petrobras dizem que esquema ajudou campanhas políticas
São Paulo, Brasil, 09 out (Lusa) - O ex-diretor da petrolífera estatal brasileira Petrobras, Paulo Roberto Costa, atualmente em prisão domiciliária por alegada lavagem de dinheiro, e Alberto Youssef, detido pela mesma acusação, declararam hoje que o suposto esquema beneficiou campanhas de partidos "grandes" em 2010.
As afirmações foram feitas pelo advogado Antonio Figueiredo Basto, que representa a defesa de Youssef e acompanhou a audiência de ambos perante o juiz Sergio Moro, em Curitiba.
Depois da audiência, Figueiredo Basto disse aos jornalistas que Costa e Youssef declararam perante o juiz, sem citar nomes, que os cabecilhas do plano eram "agentes políticos" e que os atos de corrupção ajudaram as campanhas de três partidos "grandes" nas eleições de 2010.
"A única coisa que ele [Youssef não confirmou foi quem era o líder, mas três partidos grandes foram citados, que dividiam integralmente o `bolo` dos subornos na Petrobras", afirmou o advogado, citado pelo portal G1 da rede Globo.
De acordo com a revista Veja, Costa, através de um acordo de denúncia com benefícios, acusou como cúmplices da corrupção dezenas de políticos importantes, entre eles Eduardo Campos, candidato à presidência do Brasil, falecido no mês passado.
Na lista de personalidades supostamente citadas por Costa figuram o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o presidente do Senado, Renán Calheiros, e da câmara dos deputados, Henrique Eduardo Alves, entre outros.
Também aparecem ex-governadores de estados onde a Petrobras realizou obras importantes nos últimos anos, como o Rio de Janeiro (Sergio Cabral), Maranhão (Roseana Sarney) e Pernambuco (Eduardo Campos).