Adesão à NATO. Suécia vai extraditar primeiro curdo reclamado pela Turquia

por RTP
O ministro da Justiça sueco, Morgan Johansson DR

O Governo sueco decidiu extraditar um refugiado curdo reclamado pelas autoridades turcas. É o primeiro de uma lista de várias dezenas de extradições, que o Governo de Ankara tinha apresentado como condição para levantar o seu veto à entrada da Suécia para a NATO.

A decisão hoje anunciada diz respeito, segundo a televisão sueca SVT, citada por Al Jazeera, a um homem de 30 anos, que as autoridades turcas acusam de várias fraudes e que está condenado a 14 anos de prisão.

O homem encontra-se detido na Suécia desde o ano passado e diz que os verdadeiros motivos da sua condenação na Turquia têm que ver com uma perseguição religiosa e política, por se ter convertido ao cristianismo e por se ter, como curdo, recusado a fazer o serviço militar.

Entre as duas versões, o ministro sueco da Justiça, Morgan Johansson, abraçou a das autoridades turcas, afirmando nomeadamente à agência Reuters: "Este é um assunto de rotina. A pessoa em questão é um cidadão turco e condenado por delitos de fraude na Turquia em 2013 e 2016 (...) O Supremo Tribunal examinou a questão como é hábito e concluiu que não há obstáculos à extradição".

Um porta-voz do mesmo Ministério recusou, por outro lado, esclarecer se o homem fazia parte da lista de pessoas que Ankara pretendia ver extraditadas, como moeda de troca para a entrada da Suécia na NATO.
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