ADI renova confiança na liderança do ex-PM são-tomense Patrice Trovoada
A Ação Democrática Independente (ADI) aprovou uma moção de confiança ao ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada como líder do partido, orientando-o a promover a coesão interna e aconselhar o Governo, do qual se tem demarcado desde janeiro, anunciou o partido.
A moção de confiança que recai também sobre a atual direção política da ADI, foi aprovada pelo Conselho Nacional do partido, que esteve reunido no domingo e foi presidida "online" por Patrice Trovoada, que está ausente de São Tomé e Príncipe, desde que foi demitido do cargo de primeiro-ministro em janeiro.
No documento enviado à Lusa, o Conselho Nacional da ADI, que contou com a participação do atual primeiro-ministro, Américo Ramos, "expressa o seu apoio total ao presidente do partido para aconselhar, com determinação, um processo de coesão interna e reestruturação das bases e das suas organizações, com início imediato".
Segundo o documento, o Conselho Nacional também conferiu "poderes ao presidente e à direção do partido para aconselhar e acompanhar de perto o Governo na execução do seu programa, assegurando que este não se afaste dos princípios, objetivos e compromissos eleitorais do ADI, mantendo assim a confiança e o alinhamento entre o partido e o Governo".
O Conselho Nacional da ADI também instruiu o Governo "a apresentar à direção do partido, até ao final do mês de novembro, um relatório de atividade referente aos seus primeiros 10 meses de exercício, bem como a proposta de Orçamento Geral do Estado para 2026, para análise e apreciação política, e partilha de informação".
Por outro lado, os conselheiros da ADI instruíram a direção e o presidente do partido a apresentarem uma proposta de atualização dos estatutos, "visando melhorar a democracia interna, a transparência e a eficácia de execução das decisões partidárias", e marcou o congresso para 04 de abril de 2026 para a designação do candidato da ADI às eleições presidenciais de 2026.
O partido reconhece que está a vier momentos difíceis desde que o Presidente da República, Carlos Vila Nova, demitiu o Governo de maioria absoluta liderado por Patrice Trovoada em 05 de janeiro, e nomeou o antigo secretário-geral da ADI, Américo Ramos para chefiar o Governo, contra a indicação da direção da ADI.
"As ambições pessoais e egoístas, e os cálculos políticos de curto prazo não podem comprometer a missão histórica do maior partido do país e não são dignos da nossa história desde o nosso surgimento", lê-se na moção de confiança e estratégia eleitoral da ADI.
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Em causa, segundo a Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo da Polícia Judiciária (PJ), estão 30 crimes de abuso sexual de crianças agravado e 289 crimes de abuso sexual de menor dependente ou em situação particularmente vulnerável, mas foi já confirmada "a existência de mais vítimas".
O detido, com 70 anos, "é mestre de artes marciais há 50 anos, e atualmente dava aulas a atletas graduados, crianças e adultos", refere a polícia no comunicado enviado às redações, acrescentando que a vítima tinha treinos diários com o instrutor.
"Aproveitando-se do forte ascendente que detinha sobre a atleta, o suspeito constrangeu-a a sofrer abusos sexuais ao longo de mais de dois anos. A menor pediu ajuda à mãe, que acabou por recorrer a uma advogada para denunciar os factos na PJ", descreve-se na nota.
A detenção ocorreu naquele concelho do distrito de Lisboa após "diligências urgentes, com especial enfoque no local do crime", e o homem será ainda presente a primeiro interrogatório judicial para conhecer as medidas de coação.