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Administração Trump aponta pelotões de fuzilamento e eletrocussão como métodos de pena de morte
Pelotões de fuzilamento, morte por gazes letais e eletrocussão são métodos que o presidente americano acredita poderem suprir a falta de drogas que por norma são usadas nas injeções letais.
(em atualização)
Fuzilamento, eletrocussão, gaseamento são apontados como métodos viáveis para o Governo federal num relatório do departamento de Justiça.
The Catholic Church has consistently taught that each human life, from the moment of conception until natural death, is sacred and deserves to be protected. Indeed, the right to life is the very foundation of every other human right. For this reason, only when a society…
— Pope Leo XIV (@Pontifex) April 24, 2026
Esta quarta-feira, o papa Leão VIX deixa uma mensagem em que elogia a vida humana, pedindo que seja protegida desde o momento da conceção até à sua morte natural.
Uma mensagem conhecida ao mesmo tempo que se tornou público o relatório do Departamento de Justiça norte-americano em que se procura com métodos como o fuzilamento, eletrocussão, gaseamento ultrapassar a dificuldade de anos da justiça americana com o abastecimento das drogas necessárias para levar a cabo a execução por injeção letal.
Há anos que os Estados Unidos se confrontam com a falta de drogas necessárias para aplicar a pena de morte por injeção letal devido á recusa de muitas farmacêuticas de venderem os seus produtos para esse fim por quererem evitar a violação de leis europeias.
O relatório do Departamento de Justiça adiciona agora os pelotões de fuzilamento, a eletrocussão e a asfixia por gás como métodos alternativos de execução de pessoas condenadas pelos crimes federais mais graves. Trata-se de métodos que podem já aplicar-se ao nível de alguns Estados, mas que seria agora de estender ao nível federal.
A Reuters, que dá notícia do relatório, lembra que cinco Estados têm esquadrões de fuzilamento, com o Idaho a preparar-se para adotá-lo como método principal em julho, de acordo com o Death Penalty Information Center, um grupo de investigação sem fins lucrativos em Washington.
E a Carolina do Sul realizou no ano passado a primeira execução por esquadrão de fuzilamento no país em 15 anos, depois de Brad Sigmon, condenado pelo assassinato dos pais da ex-namorada, escolher esse método, dizendo que temia que as alternativas cadeira elétrica e injeção letal pudessem resultar numa morte mais lenta e dolorosa.
Há dois anos, em 2024, o Alabama tornou-se o primeiro Estado a executar alguém ao forçar nitrogénio nas vias respiratórias através de uma máscara facial, sufocando-o, um método que desde então foi adoptado pelo Arkansas, Louisiana, Mississippi e Oklahoma.
Há dois anos, em 2024, o Alabama tornou-se o primeiro Estado a executar alguém ao forçar nitrogénio nas vias respiratórias através de uma máscara facial, sufocando-o, um método que desde então foi adoptado pelo Arkansas, Louisiana, Mississippi e Oklahoma.
A recomendação deste relatório vem também cumprir a promessa de Trump de retomar a pena de morte ao nível federal no seu segundo mandato depois de, no primeiro turno, ter retomado a pena de morte após uma pausa de 20 anos, executando 13 prisioneiros federais com injeção letal nos últimos meses do mandato.
O procurador-geral interino, Todd Blanche, que divulgou o relatório, autorizou a solicitação de sentenças de morte contra nove pessoas depois de Trump ter revogado uma moratória sobre execuções federais estabelecida pelo antecessor, o presidente Joe Biden.
"Entre as ações tomadas estão a readopção do protocolo de injeção letal utilizado durante a primeira Administração Trump, a expansão do protocolo para incluir modos adicionais de execução, como o pelotão de fuzilamento, e a simplificação dos processos internos para acelerar os casos de pena de morte", anuncia o comunicado.
Blanche instruiu o Gabinete de Prisões do Departamento de Justiça a modificar oos protocolos de execução "para incluir modos adicionais e constitucionais de execução que são atualmente previstos pela lei de certos Estados", referindo-se aos métodos antigos (pelotão de fuzilamento e eletrocussão) e ao novo método de asfixia por gás pioneiro no Alabama em 2024.
"Esta modificação irá ajudar a garantir que o Departamento esteja preparado para realizar execuções legais, mesmo que um determinado fármaco não esteja disponível", dizia o relatório.
"Esta modificação irá ajudar a garantir que o Departamento esteja preparado para realizar execuções legais, mesmo que um determinado fármaco não esteja disponível", dizia o relatório.
(com Reuters)