EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Aeroportos brasileiros voltam a registar problemas com atrasos e cancelamentos de voos

Aeroportos brasileiros voltam a registar problemas com atrasos e cancelamentos de voos

Os aeroportos brasileiros voltaram hoje a registar problemas, com 40,5 por cento dos voos atrasados ou cancelados até às 10:00 horas locais (14:00 horas de Lisboa), de acordo com a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Segundo os dados divulgados pela Infraero, 209 voos no país tiveram atrasos superiores a uma hora e pelo menos 52 foram cancelados.

Os atrasos são atribuídos ao mau tempo na região Sul do Brasil e à falha no Centro Integrado de Defesa e Controlo de Tráfego Aéreo em Manaus, no final de semana.

A causa do problema no Cindacta 4, em Manaus, terá sido um erro do técnico de electricidade de piquete. Hoje, a forte chuva em São Paulo ocasionou o encerramento por meia hora do aeroporto de Congonhas, onde ocorreu o maior acidente de aviação da história brasileira, na última terça-feira.

Após o acidente, cuja lista de mortos já ascende a 198 pessoas, a pista principal do aeroporto de Congonhas foi fechada e apenas a pista auxiliar, que tem restrições a aviões de grande porte em dias de chuva, está em funcionamento.

Na próxima quarta-feira, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do "Apagão Aéreo" da Câmara dos Deputados vai ouvir o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, sobre o acidente do Airbus-A320 da companhia TAM.

O avião despistou-se ao aterrar terça-feira no aeroporto de Congonhas, situado numa região populosa de São Paulo, indo chocar contra um edifício da própria TAM, antes de explodir.

"Nessa etapa de investigações do acidente, a Anac aparece como principal foco dos questionamentos, já que é o órgão que libera as aeronaves para voo e guarda os registros de manutenção", afirmou o deputado Carlos Willian, do Partido Trabalhista Cristão, da base de apoio ao governo.

A TAM reconheceu que havia um problema mecânico num dos reversores da aeronave, equipamentos que auxiliam à travagem.

Especialistas do sector e a companhia aérea garantem, contudo, que o problema não seria capaz de provocar a tragédia.

Alguns pilotos acusam a pista do aeroporto de Congonhas de ser escorregadia, nomeadamente com chuva, como no dia da tragédia.

O Presidente do Brasilo, Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu hoje que "não exite hipótese de a verdade não vir à tona" e considerou uma "irresponsabilidade" qualquer julgamento precipitado sobre as causas do acidente. As duas caixas negras do Airbus foram enviadas para análise nos Estados Unidos.

PUB