Mundo
Guerra no Médio Oriente
Trump. Acordo com Irão ou será significativo ou não existirá
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que o acordo com o Irão será ou um grande e significativo acordo, ou não haverá acordo nenhum.
"As negociações com a República Islâmica do Irão estão a progredir bem! Ou será um grande acordo para todos, ou nenhum acordo — de volta à linha da frente e aos tiroteios, mas maiores e mais fortes do que nunca — e ninguém quer isso!", escreveu na rede Truth Social.
Na publicação, o presidente norte-americano apela aos países de maioria muçulmana para assinarem os Acordos de Abrão no âmbito do plano de paz com o Irão e que normalizem as relações com Israel, como parte do acordo de paz com Teerão.
“Durante as minhas conversações no sábado com o Presidente Mohammed bin Salman Al Saud, da Arábia Saudita, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos, o Emir Tamim bin Hamad bin Khalifa Al Thani, o Primeiro-Ministro Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim bin Jaber Al Thani e o Ministro Ali al-Thawadi, do Qatar, o Marechal de Campo Syed Asim Munir Ahmed Shah, do Paquistão, o Presidente Recep Tayyip Erdoğan, da Turquia, o Presidente Abdel Fattah El-Sisi, do Egito, o Rei Abdullah II, da Jordânia, e o Rei Hamad bin Isa Al Khalifa, do Bahrein, afirmei que, após todo o trabalho desenvolvido pelos Estados Unidos para tentar resolver este puzzle tão complexo, deveria ser obrigatório que todos estes países, no mínimo, assinassem simultaneamente os Acordos de Abraão”.
“A razão para isto é que os Acordos de Abraão foram ótimos para eles e serão ainda melhores para todos, trazendo verdadeiro poder, força e paz ao Médio Oriente pela primeira vez em 5.000 anos. Será um documento respeitado como nenhum outro já assinado em qualquer parte do mundo. O seu nível de importância e prestígio será incomparável! Deveria começar com a assinatura imediata da Arábia Saudita e do Qatar, e todos os outros deveriam seguir o exemplo. Se não o fizerem, não devem fazer parte deste Acordo, pois isso demonstra má intenção. Ao conversar com vários dos grandes líderes acima mencionados, estes sentir-se-iam honrados por ter a República Islâmica do Irão como parte dos Acordos de Abraão assim que o nosso documento fosse assinado. Uau, isso seria algo extraordinário!”, sublinhou Trump na publicação.
“Durante as minhas conversações no sábado com o Presidente Mohammed bin Salman Al Saud, da Arábia Saudita, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos, o Emir Tamim bin Hamad bin Khalifa Al Thani, o Primeiro-Ministro Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim bin Jaber Al Thani e o Ministro Ali al-Thawadi, do Qatar, o Marechal de Campo Syed Asim Munir Ahmed Shah, do Paquistão, o Presidente Recep Tayyip Erdoğan, da Turquia, o Presidente Abdel Fattah El-Sisi, do Egito, o Rei Abdullah II, da Jordânia, e o Rei Hamad bin Isa Al Khalifa, do Bahrein, afirmei que, após todo o trabalho desenvolvido pelos Estados Unidos para tentar resolver este puzzle tão complexo, deveria ser obrigatório que todos estes países, no mínimo, assinassem simultaneamente os Acordos de Abraão”.
“A razão para isto é que os Acordos de Abraão foram ótimos para eles e serão ainda melhores para todos, trazendo verdadeiro poder, força e paz ao Médio Oriente pela primeira vez em 5.000 anos. Será um documento respeitado como nenhum outro já assinado em qualquer parte do mundo. O seu nível de importância e prestígio será incomparável! Deveria começar com a assinatura imediata da Arábia Saudita e do Qatar, e todos os outros deveriam seguir o exemplo. Se não o fizerem, não devem fazer parte deste Acordo, pois isso demonstra má intenção. Ao conversar com vários dos grandes líderes acima mencionados, estes sentir-se-iam honrados por ter a República Islâmica do Irão como parte dos Acordos de Abraão assim que o nosso documento fosse assinado. Uau, isso seria algo extraordinário!”, sublinhou Trump na publicação.
O Irão e os Estados Unidos desvalorizaram as esperanças de um avanço iminente nos esforços para pôr fim à guerra que dura há três meses.
Esta segunda-feira, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei, afirmou numa conferência de imprensa que tinha sido alcançada uma conclusão sobre muitos temas, mas isso não significa que "estejamos perto de assinar um acordo".
"O potencial memorando de entendimento contém 14 pontos e tem como foco o fim da guerra e do bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz, em troca de o Irão tomar medidas para garantir a segurança da passagem por essa via navegável estratégica, afirmou.
Teerão negou esta segunda-feira que esteja a cobrar portagens no Estreito de Ormuz garantido que se trata apenas de “serviços de navegação” aos navios.
“Os serviços prestados, designadamente os serviços de navegação, bem como as medidas necessárias para a proteção do ambiente do Estreito de Ormuz, do golfo Pérsico e do mar de Omã, exigem a cobrança de determinadas taxas”, declarou o porta-voz da diplomacia iraniana.
O Irão “não procura cobrar portagens”, disse Esmaeil Baghaei, parecendo abrir a porta a um compromisso, na interpretação da agência de notícias France-Presse (AFP).
O Irão mantém um bloqueio ao Estreito de Ormuz desde 28 de fevereiro, quando foi atacado pelos Estados Unidos e por Israel.
O bloqueio provocou a subida dos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica global por passar habitualmente no Estreito de Ormuz um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo.
O tráfego no Estreito de Ormuz passou para o controlo iraniano desde o início da guerra, mas Teerão apenas autoriza um número limitado de navios a atravessá-lo e exige que obtenham o aval das forças armadas.
As declarações de Baghaei surgiram depois do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter afirmado que Washington conseguirá um bom acordo ou negociará com o Irão de "outra forma".