África do Sul é o maior produtor de "cannabis" na região

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A África do Sul é o país da África Austral que mais "cannabis" produz, anunciou a Agência Internacional de Controlo de Narcóticos em relatório hoje distribuído em Pretória.

Para a agência, a "cannabis" continua a ser a droga mais utilizada e cultivada em todo o continente africano, embora a África do Sul registe índices preocupantes de consumo de drogas duras, como a heroína, metanfetaminas ("ice" ou "speed") e mataqualona (vulgarmente designado por mandrax), estas traficadas para o país a partir maioritariamente da Ásia e América Latina.

O cultivo de "cannabis" em África deve-se, segundo o relatório, à ausência de alternativas por parte dos agricultores quando confrontados com o abaixamento dos preços dos produtos agrícolas.

Neste contexto, o relatório sugere que os governos africanos, incluindo o da África do Sul, devem promover o desenvolvimento sustentado das zonas agrícolas para desincentivar o cultivo de drogas.

Depois da África do Sul, o relatório aponta o Malaui como o segundo produtor de "cannabis" na região, sugerindo que alguns conflitos armados no continente foram parcialmente financiados pela venda desta droga.

O MDMA (ecstasy), que conhece um consumo assinalável na África do Sul, é, em parte, fabricado localmente, salienta a agência.

Classificando África como "um elo muito fraco no controlo internacional de drogas", o relatório aplaude os esforços feitos por governos africanos, em particular o de Pretória, para combater o tráfico de drogas com um notável sucesso nos últimos anos.

A Agência de Controlo de Narcóticos agradece ao governo sul- africano toda a cooperação prestada no combate internacional ao tráfico de estupefacientes e recomenda às autoridades que tornem mais simples e eficaz a coordenação entre as várias agências de combate ao crime que lidam com este problema e os legisladores, uma vez que amiúde a aprovação de novas leis é afectada por essa falta de coordenação.

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