África do Sul regista agravamento de homicídios e violações
A África do Sul registou um agravamento de 11,6% no número de casos de crime de contacto, incluindo homicídio e violação de mulheres, no último trimestre do ano passado, anunciou hoje o Governo sul-africano.
Os crimes de contacto incluem assassínio, tentativa de homicídio e crimes sexuais, bem como assalto e roubo, segundo a polícia sul-africana.
Na apresentação das estatísticas trimestrais do crime, o ministro da Polícia, Bheki Cele, indicou que no período de 1 de outubro a 31 de dezembro de 2022 foram reportados 7.555 homicídios no país, significando um aumento de 10,1% comparativamente ao período homólogo do ano anterior.
"Das 7.555 pessoas assassinadas nos três meses, 3.144 pessoas foram mortas com armas de fogo", sublinhou.
O governante sul-africano salientou que a polícia registou mais de 12.000 incidentes de violação no país entre outubro e dezembro do ano passado, representando um agravamento de 9,8%.
"É alarmante que um total de 5.935 incidentes de violação tenham ocorrido na residência do perpetrador/vítima, incluindo na residência conhecida pelas vítimas/perpetrador. Estes são familiares, amigos e vizinhos", avançou.
"No Cabo, a polícia prendeu um homem de 46 anos que violou a sua filha de 06 anos durante quatro anos", frisou, salientando que na província de KwaZulu-Natal uma menina foi violada por cinco rapazes na casa de banho no seu primeiro dia de escola.
No último trimestre de 2022, os assaltados armados a carrinhas de transporte de valores diminuíram 5,0%, tendo sido reportados 57 assaltos entre outubro e dezembro do ano passado, segundo o ministro da Polícia sul-africano.
De acordo com os dados anunciados hoje, um total de 52.711 pessoas foram detidas por vários crimes, incluindo homicídio, crimes sexuais, assaltos, roubo de carros, bem como outros crimes graves, durante a época festiva.
Mais de 13.000 imigrantes ilegais foram detidos no período em análise, referiu também o ministro Bheki Cele.
"A direção da Polícia Sul-Africana e este ministério também realizaram encontros promissores com os nossos homólogos do Lesoto e de Moçambique, sobre os crimes transfronteiriços e o reforço da nossa colaboração nas intervenções policiais", adiantou.
"Nos últimos 12 meses, a polícia removeu e destruiu permanentemente 65.519 armas de fogo", sublinhou.
O ministro da Polícia da África do Sul indicou que 46 agentes da polícia foram demitidos por vários crimes, acrescentando que "10.000 recrutas serão treinados em 2023".
Segundo o governante, a polícia sul-africana atingirá no corrente ano cerca de 196.000 efetivos.
Nos últimos três meses do ano passado, a África do Sul registou pelo menos 128 sequestros, tendo a maioria dos incidentes sido registados na província de Gauteng (76), envolvente a Joanesburgo, a capital económica do país, segundo as autoridades sul-africanas.