Agência Meteorológica do Japão adverte para risco de réplicas de forte sismo

Tóquio, 24 nov (Lusa) -- A Agência Meteorológica do Japão advertiu hoje que as réplicas do terramoto de 6,7 que afetou o centro do país no passado sábado vão continuar aproximadamente durante uma semana e que algumas podem ser fortes.

Lusa /

O organismo também alertou para o perigo de ocorrência de deslizamentos de terras nas zonas atingidas pelo sismo, atendendo à previsão de chuvas para os próximos dias.

O sismo de 6,7 na escala de Richter, registado no sábado, teve o seu epicentro em Hakuba, no centro da prefeitura de Nagano, a cerca de 200 quilómetros a noroeste de Tóquio.

O terramoto fez 41 feridos, incluindo sete com gravidade, em várias localidades, segundo a estação pública NHK.

O município mais afetado foi Hakuba, onde 34 casas ficaram destruídas e outras 25 gravemente danificadas.

Mais de 300 pessoas tiveram que passar a noite de domingo num centro de evacuação daquela localidade, onde cerca de 700 casas continuam sem água potável, de acordo com a NHK.

Os deslizamentos de terra fizeram ainda com que várias estradas ficassem cortadas, interrompendo ainda a circulação numa linha de caminho-de-ferro local.

Hoje, equipas de engenheiros vão avaliar a dimensão dos danos para preparar os trabalhos de reconstrução das infraestruturas.

Esta região em frente à costa noroeste de Honshu, a principal ilha do Japão, tem sido palco nos últimos anos de fortes sismos.

Em 2004, um sismo de 6,8 provocou 40 mortos e fez descarrilar pela primeira vez na história do Japão um comboio de alta velocidade. Três anos mais tarde, um abalo de idêntica magnitude fez 15 mortos e originou um incêndio na central nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do Japão.

A 12 de março de 2011, um dia depois do terramoto seguido de tsunami que devastou o nordeste do Japão desencadeando uma crise na central nuclear de Fukushima, um sismo de 6,7 atingiu a localidade de Sakae, na prefeitura de Nagano, e outras zonas próximas, causando três mortos.

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