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Agora, a maré de processos judiciais contra as petrolíferas
Milhares de processos judiciais ameaçam agora a Transocean, a BP, a Halliburton. Até agora estão abertos 180 em seis Estados do litoral atlântico dos EUA, com valores de dezenas de milhares de milhões de dólares. Mas, mesmo canalizada a fuga de crude, a maré negra continua a alastrar, agora ao Alabama, ao Mississipi, à Florida. Só às mãos de um advogado de Nova Orleães chegam novas queixas individuais à razão dumas 200 por hora.
Os potenciais queixosos são milhões. "Em termos absolutos, afirma o advogado Daniel Becknel, citado pela agência France Press, todos os habitantes da costa vão ser afectados duma forma ou doutra por esta tragédia". Becknel já representa no seu escritório de Nova Orleães milhares de vítimas da maré negra, mas acrescenta que "isto vai contar-se aos milhões".
As primeiras acções foram movidas pela perda de lucros esperados em actividades económicas como a criação de camarões e de ostras, o aluguer de barcos de recreio, a venda de mariscos ou a restauração.
Mas Becknel considera prováveis acções judiciais doutro tipo, por exemplo por parte de accionistas da BP ou da Halliburton, defraudados pela incúria das empresas na sua expectativa de ganhos, agora que a cotação dos valores de ambas em bolsa se desmoronou. Também poderão processar as multinacionais envolvidas aqueles trabalhadores doutras plataformas petrolíferas que agora ficarem em desemprego técnico, ou os consumidores que venham a sofrer o encarecimento de combustíveis causado pela catástrofe.
Para já, os accionistas da BP têm os olhos postos nas inevitáveis agências de rating, que subitamente passaram a tratar a BP com tanta desconsideração como o fazem com a Grécia, Portugal ou Espanha. Tanto a Fitch como a Moody's anunciaram, com efeito, uma nota mais baixa para a petrolífera, devida às suas responsabilidades na maré negra e aos seus diversos falhanços em tentar controlá-la.
A primeira batalha entre os queixosos e os réus refere-se à escolha do foro competente para se ocupar dos processos. As petrolíferas defendem Houston, no Texas, que fica longa da devastação causada e é conhecida por ter tribunais, desde sempre, favoráveis ao lobby do petróleo. Os queixosos preferem Nova Orleães, onde estão à vista os estragos cuasados pela maré negra.
As primeiras acções foram movidas pela perda de lucros esperados em actividades económicas como a criação de camarões e de ostras, o aluguer de barcos de recreio, a venda de mariscos ou a restauração.
Mas Becknel considera prováveis acções judiciais doutro tipo, por exemplo por parte de accionistas da BP ou da Halliburton, defraudados pela incúria das empresas na sua expectativa de ganhos, agora que a cotação dos valores de ambas em bolsa se desmoronou. Também poderão processar as multinacionais envolvidas aqueles trabalhadores doutras plataformas petrolíferas que agora ficarem em desemprego técnico, ou os consumidores que venham a sofrer o encarecimento de combustíveis causado pela catástrofe.
Para já, os accionistas da BP têm os olhos postos nas inevitáveis agências de rating, que subitamente passaram a tratar a BP com tanta desconsideração como o fazem com a Grécia, Portugal ou Espanha. Tanto a Fitch como a Moody's anunciaram, com efeito, uma nota mais baixa para a petrolífera, devida às suas responsabilidades na maré negra e aos seus diversos falhanços em tentar controlá-la.
A primeira batalha entre os queixosos e os réus refere-se à escolha do foro competente para se ocupar dos processos. As petrolíferas defendem Houston, no Texas, que fica longa da devastação causada e é conhecida por ter tribunais, desde sempre, favoráveis ao lobby do petróleo. Os queixosos preferem Nova Orleães, onde estão à vista os estragos cuasados pela maré negra.