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Água reciclada: o "novo ouro negro"?
Para a ONU a reciclagem das águas residuais pode mesmo ser o “novo ouro negro”. No Dia Mundial da Água, a organização apelou ao reaproveitamento deste recurso natural como forma de combater a sua escassez.
O relatório das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado nesta quarta-feira, propõe uma alteração no paradigma do consumo de água, de forma a combater o desperdício deste recurso natural.
"As águas residuais representam um recurso muito valioso, devido à disponibilidade limitada de água doce no mundo e à crescente procura”, explica no relatório o responsável da ONU-Água Guy Rider.
A solução proposta pelas Nações Unidas? A reciclagem de águas residuais – recursos hídricos utilizados em atividades humanas e que são impróprios ao consumo – na indústria. Os autores do relatório acreditam que este reaproveitamento de água possa mesmo ser o “novo ouro negro”.

Mas o cuidado com a água depois do uso ainda está longe de ser o ideal. Atualmente, cerca de 80 por cento do esgoto produzido pelos seres humanos volta à natureza sem ser tratado.
Na verdade, cerca de 1,8 biliões de pessoas consomem águas contaminadas por fezes e todos os anos a falta de saneamento e higiene, bem como o consumo de água imprópria, causam a morte a mais de 842 mil pessoas.
O relatório da ONU publicado a propósito do Dia Mundial da Água propõe que as águas residuais sejam reutilizadas especialmente na agricultura, sector que representa cerca de 70 por cento da procura mundial.
O facto é que a reciclagem das águas residuais pode ser mais simples do que parece. Em casa, as famílias podem, por exemplo, guardar a água do banho para usar na descarga da sanita ou simplesmente para lavar o carro. E esta é apenas uma das várias sugestões apresentadas no relatório.Recurso escasso
A crescente procura de água está a deixar este bem à beira da escassez. Durante décadas a humanidade tem consumido água de forma pouco sustentável e a um ritmo mais rápido do que a sua produção natural. Se não houver ação, a ONU prevê que até 2030 a demanda por água possa mesmo aumentar 50 por cento.
São dados alarmantes, já que dois terços da humanidade vivem em zonas onde a escassez de água é uma realidade pelo menos durante um mês por ano.
Nos países em desenvolvimento, a água contaminada e o saneamento inadequado causou cerca de 842 mil mortes em 2012.
"As águas residuais representam um recurso muito valioso, devido à disponibilidade limitada de água doce no mundo e à crescente procura”, explica no relatório o responsável da ONU-Água Guy Rider.
A solução proposta pelas Nações Unidas? A reciclagem de águas residuais – recursos hídricos utilizados em atividades humanas e que são impróprios ao consumo – na indústria. Os autores do relatório acreditam que este reaproveitamento de água possa mesmo ser o “novo ouro negro”.
Mas o cuidado com a água depois do uso ainda está longe de ser o ideal. Atualmente, cerca de 80 por cento do esgoto produzido pelos seres humanos volta à natureza sem ser tratado.
Na verdade, cerca de 1,8 biliões de pessoas consomem águas contaminadas por fezes e todos os anos a falta de saneamento e higiene, bem como o consumo de água imprópria, causam a morte a mais de 842 mil pessoas.
O relatório da ONU publicado a propósito do Dia Mundial da Água propõe que as águas residuais sejam reutilizadas especialmente na agricultura, sector que representa cerca de 70 por cento da procura mundial.
O facto é que a reciclagem das águas residuais pode ser mais simples do que parece. Em casa, as famílias podem, por exemplo, guardar a água do banho para usar na descarga da sanita ou simplesmente para lavar o carro. E esta é apenas uma das várias sugestões apresentadas no relatório.Recurso escasso
A crescente procura de água está a deixar este bem à beira da escassez. Durante décadas a humanidade tem consumido água de forma pouco sustentável e a um ritmo mais rápido do que a sua produção natural. Se não houver ação, a ONU prevê que até 2030 a demanda por água possa mesmo aumentar 50 por cento.
São dados alarmantes, já que dois terços da humanidade vivem em zonas onde a escassez de água é uma realidade pelo menos durante um mês por ano.
Nos países em desenvolvimento, a água contaminada e o saneamento inadequado causou cerca de 842 mil mortes em 2012.