Mundo
AIEA reporta Teerão ao Conselho de Segurança da ONU pela primeira vez em 20 anos
O conselho do organismo de vigilância atómica da ONU reportou hoje o Irão ao Conselho de Segurança, pela primeira vez em 20 anos, por não cumprir as obrigações nucleares.
Uma maioria de 23 de 34 membros com direito de voto do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) aprovou esta quarta-feira a resolução em Viena, criticando Teerão por não cooperar numa investigação de longa duração sobre vestígios de urânio detetados por inspetores em vários locais não declarados no Irão.
A China, a Rússia e o Níger opuseram-se, enquanto oito países se abstiveram, segundo diplomatas citados pela agência Associated Press (AP), que falaram sob condição de anonimato para descrever o resultado da votação à porta fechada.
O texto, apresentado em Viena pelos Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido, insta o Irão a remediar "urgentemente" a violação do Acordo de Salvaguardas com a AIEA.
Desde os ataques israelitas e norte-americanos a instalações nucleares iranianas, o Irão restringiu o acesso dos inspetores da agência atómica das Nações Unidas, que ainda não conseguem determinar o paradeiro de cerca de 400 quilogramas de urânio altamente enriquecido, um material próximo de uso militar.
De acordo com a resolução, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, precisa de acesso às instalações para "fornecer as garantias necessárias quanto à correção e completude das declarações do Irão".
A decisão marca a primeira vez desde 2006 que uma resolução do Conselho de Governadores da AIEA sobre o Irão é remetida ao Conselho de Segurança da ONU, onde a China e a Rússia, ambas aliadas do Irão, têm poder de veto.
A resolução assinala uma nova escalada diplomática na tentativa das potências ocidentais de pressionar o Irão para permitir maior acesso aos inspetores da AIEA e fornecer informações sobre o paradeiro do seu urânio altamente enriquecido.
Este material, enriquecido para 60%, está próximo do necessário para uso militar.
A AIEA manifestou preocupação por não conseguir determinar onde este material se encontra atualmente, após ataques a instalações nucleares iranianas em junho de 2025 e desde o final de fevereiro.
Após os primeiros ataques, o Irão restringiu o acesso aos inspetores no verão de 2025, alegando razões de segurança.
O próprio Grossi insistiu que o acesso dos inspetores é indispensável mesmo após os ataques, de forma a permitir à AIEA verificar o cumprimento por parte do Irão das suas obrigações de salvaguardas e determinar se todo o material nuclear está a ser utilizado para fins pacíficos.
A China, a Rússia e o Níger opuseram-se, enquanto oito países se abstiveram, segundo diplomatas citados pela agência Associated Press (AP), que falaram sob condição de anonimato para descrever o resultado da votação à porta fechada.
O texto, apresentado em Viena pelos Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido, insta o Irão a remediar "urgentemente" a violação do Acordo de Salvaguardas com a AIEA.
Desde os ataques israelitas e norte-americanos a instalações nucleares iranianas, o Irão restringiu o acesso dos inspetores da agência atómica das Nações Unidas, que ainda não conseguem determinar o paradeiro de cerca de 400 quilogramas de urânio altamente enriquecido, um material próximo de uso militar.
De acordo com a resolução, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, precisa de acesso às instalações para "fornecer as garantias necessárias quanto à correção e completude das declarações do Irão".
A decisão marca a primeira vez desde 2006 que uma resolução do Conselho de Governadores da AIEA sobre o Irão é remetida ao Conselho de Segurança da ONU, onde a China e a Rússia, ambas aliadas do Irão, têm poder de veto.
A resolução assinala uma nova escalada diplomática na tentativa das potências ocidentais de pressionar o Irão para permitir maior acesso aos inspetores da AIEA e fornecer informações sobre o paradeiro do seu urânio altamente enriquecido.
Este material, enriquecido para 60%, está próximo do necessário para uso militar.
A AIEA manifestou preocupação por não conseguir determinar onde este material se encontra atualmente, após ataques a instalações nucleares iranianas em junho de 2025 e desde o final de fevereiro.
Após os primeiros ataques, o Irão restringiu o acesso aos inspetores no verão de 2025, alegando razões de segurança.
O próprio Grossi insistiu que o acesso dos inspetores é indispensável mesmo após os ataques, de forma a permitir à AIEA verificar o cumprimento por parte do Irão das suas obrigações de salvaguardas e determinar se todo o material nuclear está a ser utilizado para fins pacíficos.