Mundo
COVID-19
Ajuda dos EUA já chegou à Índia. Números da pandemia continuam a explodir
O primeiro carregamento de ajuda médica fornecida pelos Estados Unidos já chegou à Índia. Isto quando o país asiático ultrapassa o recorde de 380 mil infeções diárias. A explosão do número de casos, atribuída a uma nova variante do SARS-CoV-2, juntamente com comícios eleitorais e eventos religiosos em grande escala, sobrecarregou os hospitais, onde faltam camas, medicamentos e oxigénio.
Um avião militar norte-americano Super Galaxy aterrou esta sexta-feira no aeroporto internacional de Nova Deli, transportando mais de 400 garrafas de oxigénio e outro equipamento sanitário, incluindo cerca de um milhão de testes rápidos. A Índia registou 386.452 novos casos de infeção nas últimas 24 horas, um novo máximo, além de 3489 mortos.
O envio da ajuda norte-americana partiu da base militar de Travis, na Califórnia, depois de conversações entre o Presidente norte-americano, Joe Biden, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
“Os Estados Unidos vão entregar equipamento médico avaliado em mais de 100 milhões de dólares (82,4 milhões de euros) à Índia para ajudar no combate à pandemia”, afirmou na quarta-feira o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.
As autoridades norte-americanas revelaram que os voos especiais com equipamento doado por empresas de particulares, vão continuar na próxima semana. Nos próximos dias, a Índia vai receber ajuda de mais de 40 países – entre os quais Portugal -, no âmbito de um compromisso internacional para ajudar o país que está a enfrentar uma devastadora segunda vaga da pandemia de Covid-19.
O Japão, o último país a oferecer ajuda, revelou que ainda esta sexta-feira vai enviar 300 concentradores de oxigénio e 300 ventiladores para a Índia.
Perante a escalada de novos casos de infeção pelo SARS-CoV-2 na Índia, que tem registado nos últimos dias novos recordes mundiais de contágios e enfrenta o colapso do sistema de saúde, a comunidade internacional, em resposta aos apelos de Nova Deli, mostrou sinais de mobilização para ajudar o país.
Na quinta-feira, numa conferência de imprensa, o secretário indiano dos Negócios Estrangeiros, Harsh Vardhan Shringla, revelou que o país espera receber nos próximos dias remessas de produtos farmacêuticos, toneladas de oxigénio líquido e equipamentos geradores de oxigénio de mais de 40 países.
“Neste momento as prioridades estão centradas na distribuição de oxigénio líquido, que atualmente é escasso no país”, destacou.
Os apoios incluem 550 equipamentos de produção de oxigénio, mais de quatro mil concentradores, 10 mil garrafas de oxigénio e 17 tanques-cisterna criogénicos. O país com mais de 1,35 milhões de habitantes, ultrapassou a barreira das 18 milhões de infeções.
Centenas de milhares de doses de vacinas e matéria-prima para a produção de vacinas e medicamentos vão também ser enviados.
“É uma situação sem precedentes”, frisou Harsh Vardhan Shringla.
Apesar de a Índia ser produtora de medicamentos como o Remdesivir ou Tocilizumab, os hospitais estão a necessitar urgentemente de mais doses destes fármacos antivirais para tratar doentes com Covid-19 que apresentam um quadro clínico mais grave.
"Pretendemos adquirir 400 mil doses de Remdesivir do Egito e também estamos a agilizar esforços para obter doses dos Emirados Árabes Unidos, Bangladesh e do Uzbequistão", anunciou o secretário indiano dos Negócios Estrangeiros.
Campanha de vacinação ambiciosa
A par da ajuda internacional, a Índia está a concentrar as suas esperanças numa ambiciosa campanha de vacinação.
Já foram administradas mas de 150 milhões de doses no país desde o início da campanha de vacinação. E 25 milhões de pessoas já receberam a segunda dose.
A partir de sábado, o Governo indiano vai abrir o programa de vacinação a todos os adultos, o que significa que entre 600 a 800 milhões de pessoas serão inoculados.
Mas, apesar de o país ser um dos maiores produtores vacinas, não tem o número de doses suficientes para administrar.
Vários Estados alertaram que não têm vacinas suficientes e a expansão do processo está ameaçado por disputas administrativas, confusão sobre preços e falhas técnicas na plataforma digital do Governo.
Mumbai - o centro financeiro da Índia onde vivem mais de 20 milhões de pessoas - e uma das principais cidades que está a passar pela segunda vaga da pandemia, anunciou que vai suspender a vacinação entre esta sexta-feira e domingo "devido à indisponibilidade no stock de vacinas", avança o jornal britânico The Guardian.
O envio da ajuda norte-americana partiu da base militar de Travis, na Califórnia, depois de conversações entre o Presidente norte-americano, Joe Biden, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
“Os Estados Unidos vão entregar equipamento médico avaliado em mais de 100 milhões de dólares (82,4 milhões de euros) à Índia para ajudar no combate à pandemia”, afirmou na quarta-feira o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.
As autoridades norte-americanas revelaram que os voos especiais com equipamento doado por empresas de particulares, vão continuar na próxima semana. Nos próximos dias, a Índia vai receber ajuda de mais de 40 países – entre os quais Portugal -, no âmbito de um compromisso internacional para ajudar o país que está a enfrentar uma devastadora segunda vaga da pandemia de Covid-19.
O Japão, o último país a oferecer ajuda, revelou que ainda esta sexta-feira vai enviar 300 concentradores de oxigénio e 300 ventiladores para a Índia.
Perante a escalada de novos casos de infeção pelo SARS-CoV-2 na Índia, que tem registado nos últimos dias novos recordes mundiais de contágios e enfrenta o colapso do sistema de saúde, a comunidade internacional, em resposta aos apelos de Nova Deli, mostrou sinais de mobilização para ajudar o país.
Na quinta-feira, numa conferência de imprensa, o secretário indiano dos Negócios Estrangeiros, Harsh Vardhan Shringla, revelou que o país espera receber nos próximos dias remessas de produtos farmacêuticos, toneladas de oxigénio líquido e equipamentos geradores de oxigénio de mais de 40 países.
“Neste momento as prioridades estão centradas na distribuição de oxigénio líquido, que atualmente é escasso no país”, destacou.
Os apoios incluem 550 equipamentos de produção de oxigénio, mais de quatro mil concentradores, 10 mil garrafas de oxigénio e 17 tanques-cisterna criogénicos. O país com mais de 1,35 milhões de habitantes, ultrapassou a barreira das 18 milhões de infeções.
Centenas de milhares de doses de vacinas e matéria-prima para a produção de vacinas e medicamentos vão também ser enviados.
“É uma situação sem precedentes”, frisou Harsh Vardhan Shringla.
Apesar de a Índia ser produtora de medicamentos como o Remdesivir ou Tocilizumab, os hospitais estão a necessitar urgentemente de mais doses destes fármacos antivirais para tratar doentes com Covid-19 que apresentam um quadro clínico mais grave.
"Pretendemos adquirir 400 mil doses de Remdesivir do Egito e também estamos a agilizar esforços para obter doses dos Emirados Árabes Unidos, Bangladesh e do Uzbequistão", anunciou o secretário indiano dos Negócios Estrangeiros.
Campanha de vacinação ambiciosa
A par da ajuda internacional, a Índia está a concentrar as suas esperanças numa ambiciosa campanha de vacinação.
Já foram administradas mas de 150 milhões de doses no país desde o início da campanha de vacinação. E 25 milhões de pessoas já receberam a segunda dose.
A partir de sábado, o Governo indiano vai abrir o programa de vacinação a todos os adultos, o que significa que entre 600 a 800 milhões de pessoas serão inoculados.
Mas, apesar de o país ser um dos maiores produtores vacinas, não tem o número de doses suficientes para administrar.
Vários Estados alertaram que não têm vacinas suficientes e a expansão do processo está ameaçado por disputas administrativas, confusão sobre preços e falhas técnicas na plataforma digital do Governo.
Mumbai - o centro financeiro da Índia onde vivem mais de 20 milhões de pessoas - e uma das principais cidades que está a passar pela segunda vaga da pandemia, anunciou que vai suspender a vacinação entre esta sexta-feira e domingo "devido à indisponibilidade no stock de vacinas", avança o jornal britânico The Guardian.
Até agora, apenas os trabalhadores da “linha da frente”, como profissionais de saúde, e pessoas com mais de 45 anos de grupos de risco, receberam a vacina da AstraZenaca ou a Covaxin desenvolvida pela Bharat Biotech.
Falta madeira nos crematórios
Desde o início da pandemia, o país registou cerca de 18,5 milhões de infeções, das quais seis milhões no mês de abril. Mais de 200 mil pessoas morreram, apesar de muitos especialistas suspeitarem que o número real seja mais elevado.
Na Índia, a cremação em piras funerárias é um muito comum. A segunda vaga da pandemia na Índia está a sobrecarregar hospitais, necrotérios e crematórios.
Devido ao número de óbitos, muitos crematórios estão a enfrentar escassez de madeira, com cada pira a exigir entre 300 a 400 quilos.
Alguns crematórios na cidade de Surat, a oeste de Gujarat, começaram a usar madeira que não está completamente seca e resíduos de colheitas, despejando gasolina na pira para que a madeira queime adequadamente.
Kamlesh Sailor, gerente do Kurukshetra Crematorium in Surat, revelou que estavam a montar quatro novos suportes de pira de madeira.
“Isso será adicionado aos oito suportes de pira de madeira existentes e cinco fornos a gás que estão a ser usados 24 horas por dia”, disse Kamlesh Sailor.
Na capital, Nova Deli, a polícia pediu às autoridades locais que disponibilizassem mais crematórios para vítimas de Covid-19.
“As pessoas estão a tentar cremar os familiares em crematórios não designados para receber vítimas de Covid-19”, afirmou um dos agentes policiais à BBC.
“Temos apenas 18 piras no crematório, mas agora estamos a receber 60 a 70 mortos todos os dias (…) entre 25 a 30 por SARS-CoV-2 (…) tivemos de cremar também fora das piras”, revelou um funcionário de um crematório em Nova Deli à agência noticiosa espanhola EFE.
Desde o início da pandemia, o país registou cerca de 18,5 milhões de infeções, das quais seis milhões no mês de abril. Mais de 200 mil pessoas morreram, apesar de muitos especialistas suspeitarem que o número real seja mais elevado.
Na Índia, a cremação em piras funerárias é um muito comum. A segunda vaga da pandemia na Índia está a sobrecarregar hospitais, necrotérios e crematórios.
Devido ao número de óbitos, muitos crematórios estão a enfrentar escassez de madeira, com cada pira a exigir entre 300 a 400 quilos.
Alguns crematórios na cidade de Surat, a oeste de Gujarat, começaram a usar madeira que não está completamente seca e resíduos de colheitas, despejando gasolina na pira para que a madeira queime adequadamente.
Kamlesh Sailor, gerente do Kurukshetra Crematorium in Surat, revelou que estavam a montar quatro novos suportes de pira de madeira.
“Isso será adicionado aos oito suportes de pira de madeira existentes e cinco fornos a gás que estão a ser usados 24 horas por dia”, disse Kamlesh Sailor.
Na capital, Nova Deli, a polícia pediu às autoridades locais que disponibilizassem mais crematórios para vítimas de Covid-19.
“As pessoas estão a tentar cremar os familiares em crematórios não designados para receber vítimas de Covid-19”, afirmou um dos agentes policiais à BBC.
“Temos apenas 18 piras no crematório, mas agora estamos a receber 60 a 70 mortos todos os dias (…) entre 25 a 30 por SARS-CoV-2 (…) tivemos de cremar também fora das piras”, revelou um funcionário de um crematório em Nova Deli à agência noticiosa espanhola EFE.
c/ agências