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"Alarmante". ONU preocupada com aumento de expulsões de famílias afegãs no Irão
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) registou um "aumento acentuado" de regressos forçados de cidadãos afegãos durante o mês de maio. Para esta organização da ONU, trata-se de uma "nova e preocupante tendência", em particular com a "alarmante" expulsão de um número cada vez maior de famílias.
No último mês, registou-se o regresso forçado de 15.675 famílias afegãs a partir do Irão. Este número é mais do dobro do número de famílias expulsas em abril (6.879).
Da mesma forma, o número de "famílias indocumentadas expulsas" triplicou no último ano entre maio de 2024 e maio de 2025 (4.402 em comparação com 15.675 este ano), acrescentou a organização da ONU em comunicado.
"O aumento significativo do número de famílias que são expulsas é particularmente alarmante", alertou a OIM, que fala de uma “nova e preocupante tendência”, uma vez que grande parte dos afegãos expulsos nos meses anteriores “eram predominantemente homens jovens e solteiros".
Desde o início de 2025, mais de 450 mil afegãos foram obrigados a regressar após terem estado no Irão. Só no passado dia 29 de maio, a agência da ONU para as migrações registou o regresso forçado de 955 famílias ao Afeganistão.
"Este aumento ocorre após os recentes anúncios por parte das autoridades iranianas sobre os planos para intensificar a expulsão de cidadãos afegãos", observou a OIM. Esta agência da ONU estima que até quatro milhões de pessoas possam ser afetadas.
Nas várias décadas de conflitos no Afeganistão e, mais recentemente, desde o regresso dos talibãs ao poder, em agosto de 2021, o Irão tem sido um refúgio para os afegãos em fuga. No entanto, estes refugiados têm sido acusados de contribuir para o aumento do desemprego e do custo de vida num país vergado por sanções internacionais.
Pressão dupla
As medidas adotadas pelo regime iraniano intensificam a crise em curso com a expulsão de afegãos de território paquistanês. Islamabad acusa estes refugiados de terem ligações a “terrorismo e tráfico de droga”.
O Paquistão, outro país que faz fronteira com o Afeganistão, tem sido um dos principais destinos de refugiados afegãos.
Há aproximadamente três milhões de afegãos a viver em território paquistanês. Em abril, Islamabad revogou os vistos de residência de 800 mil e outros 1,3 milhões de refugiados afegãos, registados no ACNUR, têm autorização de residência no Paquistão apenas até 30 de junho.
Nos últimos dois meses, mais de 180 mil afegãos foram obrigados a abandonar o Paquistão, segundo dados do Ministério do Interior daquele país.
"Em conjunto, estas pressões [do Irão e do Paquistão] estão a sobrecarregar os frágeis sistemas de receção e reintegração no Afeganistão", alertou a OIM esta terça-feira.
Mergulhado há várias décadas em tensões e conflitos, o Afeganistão viu nos últimos anos o regresso da liderança talibã, um regime isolado política e diplomaticamente do resto do mundo.
Da mesma forma, o número de "famílias indocumentadas expulsas" triplicou no último ano entre maio de 2024 e maio de 2025 (4.402 em comparação com 15.675 este ano), acrescentou a organização da ONU em comunicado.
"O aumento significativo do número de famílias que são expulsas é particularmente alarmante", alertou a OIM, que fala de uma “nova e preocupante tendência”, uma vez que grande parte dos afegãos expulsos nos meses anteriores “eram predominantemente homens jovens e solteiros".
Desde o início de 2025, mais de 450 mil afegãos foram obrigados a regressar após terem estado no Irão. Só no passado dia 29 de maio, a agência da ONU para as migrações registou o regresso forçado de 955 famílias ao Afeganistão.
"Este aumento ocorre após os recentes anúncios por parte das autoridades iranianas sobre os planos para intensificar a expulsão de cidadãos afegãos", observou a OIM. Esta agência da ONU estima que até quatro milhões de pessoas possam ser afetadas.
Nas várias décadas de conflitos no Afeganistão e, mais recentemente, desde o regresso dos talibãs ao poder, em agosto de 2021, o Irão tem sido um refúgio para os afegãos em fuga. No entanto, estes refugiados têm sido acusados de contribuir para o aumento do desemprego e do custo de vida num país vergado por sanções internacionais.
Pressão dupla
As medidas adotadas pelo regime iraniano intensificam a crise em curso com a expulsão de afegãos de território paquistanês. Islamabad acusa estes refugiados de terem ligações a “terrorismo e tráfico de droga”.
O Paquistão, outro país que faz fronteira com o Afeganistão, tem sido um dos principais destinos de refugiados afegãos.
Há aproximadamente três milhões de afegãos a viver em território paquistanês. Em abril, Islamabad revogou os vistos de residência de 800 mil e outros 1,3 milhões de refugiados afegãos, registados no ACNUR, têm autorização de residência no Paquistão apenas até 30 de junho.
Nos últimos dois meses, mais de 180 mil afegãos foram obrigados a abandonar o Paquistão, segundo dados do Ministério do Interior daquele país.
"Em conjunto, estas pressões [do Irão e do Paquistão] estão a sobrecarregar os frágeis sistemas de receção e reintegração no Afeganistão", alertou a OIM esta terça-feira.
Mergulhado há várias décadas em tensões e conflitos, o Afeganistão viu nos últimos anos o regresso da liderança talibã, um regime isolado política e diplomaticamente do resto do mundo.
Segundo a ONU, 85 por cento da população afegã vive com menos de um dólar por dia. Aos níveis de pobreza acresce ainda a aprovação sistemática de novas leis que tornam o regime talibã num dos mais repressivos do mundo, em particular para as mulheres.
c/ agências