Alastramento de incêndio florestal a oeste de Madrid obriga a retirar 3.500 pessoas
O alastramento de um incêndio florestal a 60 km a oeste de Madrid obrigou hoje a retirar 3.500 residentes da localidade de Aldea del Fresno, por precaução, anunciaram os serviços de emergência.
Numa mensagem no X, Agência de Segurança e Emergências 112 de Madrid (ASEM 112) indicou que tinha enviado um alerta aos residentes de Aldea del Fresno, recomendando que retirassem para uma cidade próxima, Villamanta, para evitar o incêndio descontrolado na zona.
Dezoito equipas de bombeiros do Corpo de Bombeiros de Madrid, bombeiros florestais, guardas florestais e da Unidade Militar de Emergência (UME) estão ativos na zona.
A autoestrada M-507 está encerrada no sentido Navalcarnero e a autoestrada N-403 está encerrada no sentido Toledo, no cruzamento das duas estradas.
Segundo fontes do governo regional, neste momento, existem três incêndios a afetar a Comunidade de Madrid: um em Villa del Prado, outro em San Martín de Valdeiglesias e outro em Almorox (Toledo), que se encontra em fase de estabilização.
A presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, alertou que a previsão meteorológica para as próximas 24 a 48 horas continua desfavorável, pelo que a operação continuará com "extrema cautela" e monitorização constante do avanço do incêndio.
A partir do Posto Avançado de Comando (PAC) instalado em Cenicientos, Ayuso afirmou que, dos mais de 850 hectares ardidos, "aproximadamente 600 estão dentro da Comunidade de Madrid, a maioria em Villa del Prado e Aldea del Fresno".
Ayuso indicou que a prioridade neste momento é determinar quantas casas e propriedades foram afetadas, uma vez que, explicou, o estado dos edifícios ainda está a ser inspecionado para apurar a real extensão dos danos.
A Presidente afirmou que a Comunidade de Madrid irá agir "como já fez noutras ocasiões", referindo-se à resposta dada após a tempestade DANA, que afetou vários municípios da região, quando o governo regional liderou a reconstrução das infraestruturas e prestou auxílio aos afetados.
Ayuso denunciou "o desleixo para com as zonas rurais em Espanha" e exigiu que estas ocupem um lugar prioritário na agenda pública, "em vez de se concentrarem apenas no lucro", defendendo também a necessidade de reforçar os esforços de prevenção nas florestas.
Nesse sentido, defendeu a "limpeza das florestas", a desflorestação e a restauração das práticas tradicionais de gestão, bem como a auscultação ativa dos agricultores, dos produtores pecuários e dos residentes afetados para evitar que incêndios como este se repitam "a cada ano, cada vez piores".