Alegria e alívio em Itália depois da libertação no Iraque das duas reféns

A Itália acolheu terça-feira com um enorme suspiro de alívio e um sentimento de alegria a libertação e o regresso das duas reféns italianas cuja sorte mergulhou o país na angústia durante três semanas.

Agência LUSA /

O chefe do governo italiano, Sílvio Berlusconi, subiu pessoalmente com as famílias das duas mulheres a bordo do aparelho da força aérea italiana que as trouxe de volta a Itália na companhia do chefe da Cruz Vermelha italiana, Maurizio Scelli.

"Estamos bem", exclamaram à imprensa Simona Pari e Simona Torretta antes de abandonarem a pistas do aeroporto militar de Roma- Ciampino para serem conduzidas à Procuradoria de Roma, onde vão ser ouvidas por magistrados encarregados do inquérito do seu rapto.

"Fomos bem tratadas", disseram aos familiares que as vieram esperar.

As duas mulheres não disseram mais nada sobre o seu cativeiro, acrescentando apenas: "Agora terminou".

Simona Torretta caiu nos braços da mãe pedindo desculpa por a ter feito sofrer. "Mãezinha, estou desolada por te ter feito sofrer.

Desculpa por toda esta dor", disse à mãe segundo um familiar citado pela agência Ansa.

Várias personalidades italianas, além de Berlusconi, deslocaram-se ao aeroporto para receber as duas voluntárias, entre as quais o vice-primeiro-ministro, Gianfranco Fini, o presidente da Câmara de Roma, Walter Veltroni, e Francesco Rutelli, um dos líderes da oposição.

As duas Simonas, usando túnicas claras, desceram sorridentes do avião. Iam de mãos dadas ao atravessar a pista onde estacionou o aparelho.

Muito sorridentes, as duas ex-reféns aproximaram-se dos muitos jornalistas e fotógrafos presentes antes de seguirem para a sala VIP onde estavam muitas personalidades da política.

Depois das fotos e das boas-vindas das autoridades, as duas mulheres foram literalmente apanhadas pelos abraços de colegas e amigos da ONG "Uma ponte para Bagdad", para a qual trabalhavam no Iraque.

Estes ofereceram-lhes dois ramos de margaridas, um branco e um amarelo, símbolos da campanha para obter a sua libertação.

A Itália estava em festa por motivo da libertação das duas mulheres e até Fábio Capello, o treinador da Juventus de Turim, que terça-feira à noite venceu o Maccabi de Telavive por 1-0, dedicou a vitória da sua equipa às duas Simonas.

PUB