Mundo
Alemanha critica gastos "insuficientes" de França em Defesa
O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros criticou a França pelos gastos "insuficientes" com Defesa, pedindo que Paris reduza as despesas sociais.
Numa entrevista à emissora de rádio Deutschlandfunk esta segunda-feira de manhã, Johann Wadephul afirmou que a França tem de aumentar o investimento em Defesa.
"O presidente francês, Emmanuel Macron, fala com razão o tempo todo sobre nossa aspiração à soberania europeia. Quem fala sobre isso deve agir de acordo no seu próprio país. Até agora, os esforços na República Francesa são insuficientes para atingir esse objetivo", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha.
Apesar de os Estados-membros da NATO se terem comprometido, no ano passado, a gastar 5 por cento do PIB em defesa e segurança até 2035, Wadephul considerou que o progresso tem sido muito lento.
“A França também tem de fazer o que estamos a fazer aqui, com discussões difíceis".
Após anos sem cumprir as próprias metas de gastos da Aliança Atlântica, a Alemanha investiu centenas de milhares de milhões de euros em rearmamento, na sequência da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022. No ano passado, Berlim isentou a maior parte dos gastos com defesa dos limites de endividamento previstos na Constituição, e os orçamentos atuais preveem que gastará mais de 50 mil milhões de euros em defesa entre 2025 e 2029. Mas estando sob pressão financeira, a França tem menos margem de manobra, com uma enorme dívida em proporção ao PIB.
Esta crítica de Wadephul junta-se à crescente lista de divergências, entre as quais o Programa Europeu de Aeronaves de Combate (SCAF), que Berlim pondera abandonar, e o acordo comercial da União Europeia com o bloco sul-americano Mercosul, que Paris quer bloquear.
O ministro alemão pediu, nesse sentido, que Paris "faça cortes", particularmente na área social, a fim de "ter a margem necessária para atingir o objetivo central da capacidade de defesa da Europa". Rejeitou o apelo do presidente francês por uma forma conjuntas de financiamento necessário para financiar investimentos de grande escala, alegando que os 5 por cento prometidos pelos países da NATO são "compromissos de gastos nacionais" e não europeus.
"O presidente francês, Emmanuel Macron, fala com razão o tempo todo sobre nossa aspiração à soberania europeia. Quem fala sobre isso deve agir de acordo no seu próprio país. Até agora, os esforços na República Francesa são insuficientes para atingir esse objetivo", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha.
Apesar de os Estados-membros da NATO se terem comprometido, no ano passado, a gastar 5 por cento do PIB em defesa e segurança até 2035, Wadephul considerou que o progresso tem sido muito lento.
“A França também tem de fazer o que estamos a fazer aqui, com discussões difíceis".
Após anos sem cumprir as próprias metas de gastos da Aliança Atlântica, a Alemanha investiu centenas de milhares de milhões de euros em rearmamento, na sequência da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022. No ano passado, Berlim isentou a maior parte dos gastos com defesa dos limites de endividamento previstos na Constituição, e os orçamentos atuais preveem que gastará mais de 50 mil milhões de euros em defesa entre 2025 e 2029. Mas estando sob pressão financeira, a França tem menos margem de manobra, com uma enorme dívida em proporção ao PIB.
Esta crítica de Wadephul junta-se à crescente lista de divergências, entre as quais o Programa Europeu de Aeronaves de Combate (SCAF), que Berlim pondera abandonar, e o acordo comercial da União Europeia com o bloco sul-americano Mercosul, que Paris quer bloquear.
O ministro alemão pediu, nesse sentido, que Paris "faça cortes", particularmente na área social, a fim de "ter a margem necessária para atingir o objetivo central da capacidade de defesa da Europa". Rejeitou o apelo do presidente francês por uma forma conjuntas de financiamento necessário para financiar investimentos de grande escala, alegando que os 5 por cento prometidos pelos países da NATO são "compromissos de gastos nacionais" e não europeus.