Mundo
Alemanha sabia desde 2001 de prisões secretas dos EUA na Europa
As autoridades alemãs já sabiam desde 2001 que forças norte-americanas tinham prisões secretas na Europa, onde torturaram prisioneiros, revela o semanário Stern, em reportagem a publicar na quinta-feira.
Com base em documentos dos serviços secretos alemães (BND), O magazine de Hamburgo afirma que soldados norte-americanos cometeram crimes de guerra na "Eagle Base", uma prisão militar mantida pelos Estados Unidos em Tuzla, na Bósnia .
Dois agentes e um tradutor do BND que visitaram a referida base viram como um soldado agrediu brutalmente com a coronha da sua espingarda um prisioneiro de 70 anos, que teve de levar 20 pontos na cabeça.
O responsável pela agressão ainda se mostrou orgulhoso do seu acto, segundo os relatos dos agentes alemães contidos nos documentos do BND na posse da Stern.
Um dos agentes secretos germânicos terá mesmo chegado a comparar o comportamento dos militares norte-americanos na Bósnia com o dos criminosos de guerra sérvios.
"Foi por actos semelhantes que houve sérvios a responder perante o Tribunal Internacional de Justiça em Haia", terá dito o mesmo agente alemão, segundo a Stern.
Depois de um contacto com o Procurador-Geral da República, em Karlsruhe, os três agentes do BND, que tinham ido à Bósnia para ajudar os aliados norte-americanos a interrogar prisioneiros e para decifrar documentos confiscados, que segundo eles "estavam cheios de sangue", regressaram imediatamente à Alemanha, relata ainda o semanário.
Até agora, o governo alemão tem afirmado que só tomou conhecimento de prisões secretas de forças norte-americanas na Europa através de relatos surgidos na imprensa.
A Stern sublinha que pediu ao BND, à polícia judiciária federal (BKA) e ao governo federal que tomasse posição sobre os acontecimentos em Tuzla, mas até hoje não tinha obtido qualquer reacção.
A 06 de Setembro, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu, pela primeira vez, a existência de prisões secretas da CIA espalhadas pelo mundo, onde os serviços secretos norte- americanos interrogaram importantes suspeitos de terrorismo.
Dois agentes e um tradutor do BND que visitaram a referida base viram como um soldado agrediu brutalmente com a coronha da sua espingarda um prisioneiro de 70 anos, que teve de levar 20 pontos na cabeça.
O responsável pela agressão ainda se mostrou orgulhoso do seu acto, segundo os relatos dos agentes alemães contidos nos documentos do BND na posse da Stern.
Um dos agentes secretos germânicos terá mesmo chegado a comparar o comportamento dos militares norte-americanos na Bósnia com o dos criminosos de guerra sérvios.
"Foi por actos semelhantes que houve sérvios a responder perante o Tribunal Internacional de Justiça em Haia", terá dito o mesmo agente alemão, segundo a Stern.
Depois de um contacto com o Procurador-Geral da República, em Karlsruhe, os três agentes do BND, que tinham ido à Bósnia para ajudar os aliados norte-americanos a interrogar prisioneiros e para decifrar documentos confiscados, que segundo eles "estavam cheios de sangue", regressaram imediatamente à Alemanha, relata ainda o semanário.
Até agora, o governo alemão tem afirmado que só tomou conhecimento de prisões secretas de forças norte-americanas na Europa através de relatos surgidos na imprensa.
A Stern sublinha que pediu ao BND, à polícia judiciária federal (BKA) e ao governo federal que tomasse posição sobre os acontecimentos em Tuzla, mas até hoje não tinha obtido qualquer reacção.
A 06 de Setembro, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu, pela primeira vez, a existência de prisões secretas da CIA espalhadas pelo mundo, onde os serviços secretos norte- americanos interrogaram importantes suspeitos de terrorismo.