Alpoim Calvão encerrar empresa de sucata na Guiné-Bissau

O comandante português Alpoim Calvão disse hoje à Agência Lusa que vai encerrar a empresa de sucata que tem na Guiné-Bissau na sequência das investigações ao desaparecimento da estátua do ex-Presidente norte-americano Ulisses Grant da cidade guineense de Bolama.

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"Não estou para ser sujeito aos arbítrios e caprichos de certas pessoas, que ao contrário da maior parte que me tem tratado muito bem, têm pesadelos à noite", afirmou o também empresário português, sem especificar a quem se referia.

O comandante Alpoim Calvão foi impedido sexta-feira de sair da Guiné-Bissau, quando se encontrava já no aeroporto Osvaldo Vieira, e está sujeito a Termo de Identidade e Residência por alegado envolvimento no desaparecimento de partes da estátua da ilha de Bolama.

Nas declarações à Lusa, Alpoim Calvão escusou-se a fazer comentários sobre as acusações de que é alvo por parte das autoridades guineenses, justificando que o caso se encontra em segredo de justiça.

A estátua em bronze de Ulisses Grant foi erguida em Bolama, no arquipélago dos Bijagós, em memória do papel decisivo que o antigo presidente dos Estados Unidos teve no desfecho do diferendo entre Lisboa e Londres sobre a ilha guineense.

O desaparecimento de partes da estátua da ilha de Bolama foi denunciado em meados de Agosto por um cidadão anónimo, tendo o caso sido entregue à Polícia Judiciária da Guiné-Bissau.

A empresa de sucata, situada em Brene, perto de Bissau, foi o local onde a polícia guineense encontrou três bocados de bronze, que considerou pertencerem à estátua de Ulisses Grant.

Fonte da empresa disse à Agência Lusa que os três bocados de bronze foram comprados e que a gerência mandou guardar em lugar seguro para não desaparecerem das instalações e não serem mexidos.


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