Alta Representante europeia elogia coragem e resiliência do povo ucraniano
A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança elogiou hoje, em Kiev, a coragem e resiliência"do povo ucraniano e garantiu que a Europa continuará a oferecer apoio militar, financeiro e humanitário.
Quanto se comemora o quarto aniversário do massacre russo na cidade de Bucha, Kakha Kallas visita Kiev na Ucrânia, com outros ministros das Relações Exteriores europeus.
"Cada visita é uma poderosa lembrança da coragem e da resiliência da Ucrânia. Faremos tudo o que pudermos para garantir a plena responsabilização pelos crimes da Rússia", disse a chefe da diplomacia da UE numa mensagem publicada nas redes sociais após sua chegada à capital ucraniana.
Kallas convocou uma reunião informal de ministros das Relações Exteriores da UE em Kiev para reforçar o compromisso do bloco com a Ucrânia.
A Alta Representante enfatizou que a Europa está ao lado da Ucrânia e afirmou que "continuará a fornecer apoio militar, financeiro, energético e humanitário" ao país.
Embora o número e os nomes dos ministros europeus que viajaram a Kiev ainda não tenham sido anunciados formalmente, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sibiga, expressou gratidão em outra publicação nas redes sociais pela visita de Kallas e de outros colegas europeus e exibiu um vídeo no qual mostra pelo menos meia dúzia deles na capital ucraniana.
"Uma presença europeia tão forte neste dia demonstra que a justiça para esta e outras atrocidades é inevitável", declarou Sibiga.
No vídeo é possível ver Johann Wadephul, da Alemanha, Jean-Noël Barrot, da França, Baiba Braze, da Letónia, Tanja Fajon, da Eslovénia, Antonio Tajani, da Itália e Radoslaw Sikorski, da Polónia.
O ministro ucraniano recordou o "aniversário sombrio" do massacre de Bucha, quando "imagens horríveis de civis massacrados chocaram o mundo", e argumentou que a responsabilização plena pelos crimes será "vital para restaurar a justiça na Europa".
O ucraniano também observou que estes dias marcam quatro anos desde que a Ucrânia "começou a libertar a região de Kiev e outras áreas ocupadas pela Rússia em 2022".
"A Ucrânia sabe como vencer", concluiu.