Mundo
Amazónia está a emitir mais CO2 do que aquele que absorve
A maior floresta tropical do mundo está a emitir cerca de um milhão de toneladas de dióxido de carbono por ano. A conclusão é de um estudo publicado na revista Nature, segundo o qual a Amazónia costumava absorver este tipo de emissões mas, agora, está a causá-las, acelerando a crise climática em vez de ajudar a combatê-la.
De acordo com os investigadores, a maioria destas emissões é causada por incêndios, muitos deles deliberados, com o intuito de limpar o terreno para a produção de soja ou criação de gado. As temperaturas mais elevadas e as secas dos últimos anos também estão a contribuir para que a Amazónia se torne uma fonte de CO2.
O estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, no Brasil, recorda que as árvores e plantas desta gigante floresta tropical absorveram cerca de um quarto de todas as emissões de combustíveis fósseis desde 1960. Agora, com a conclusão de que a Amazónia perdeu a capacidade de capturar CO2, torna-se ainda mais evidente que a crise climática é mais urgente do que nunca. A investigação agora divulgada usou pequenas aviações para medir os níveis de dióxido de carbono até 4,500 metros da floresta durante a última década.
“A primeira péssima notícia é que a queima da floresta produz cerca de três vezes mais CO2 do que aquele que a floresta absorve”, lamentou Luciana Gatti, investigadora que liderou o estudo, citada pelo Guardian. “A segunda má notícia é que, nos locais onde a desflorestação é equivalente a 30 por cento ou mais, as emissões de carbono são dez vezes superiores do que nos locais onde a desflorestação é inferior a 20 por cento”.
Segundo Gatti, as árvores produzem a maioria da chuva na Amazónia. Assim sendo, menos árvores significa menos chuva e temperaturas mais elevadas, tornando as estações secas ainda piores em toda a floresta. “Temos um ciclo muito negativo que torna a floresta mais suscetível a incêndios descontrolados”, alertou.
“Precisamos de um acordo global para salvar a Amazónia”, urgiu a investigadora.
O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, tem sido criticado nos últimos anos por incentivar à desflorestação em vez de tentar combatê-la. Este ano, essa desflorestação atingiu o maior pico dos últimos 12 anos. Também os incêndios bateram um novo recorde, com o número mais elevado desde 2007.
Grande parte da madeira, carne e soja produzidos na Amazónia é exportada pelo Brasil. Algo que poderá mudar, dado que algumas nações europeias já ameaçaram bloquear um acordo comercial com o país sul-americano a menos que Bolsonaro concorde em tomar medidas para combater a destruição da floresta tropical.
O estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, no Brasil, recorda que as árvores e plantas desta gigante floresta tropical absorveram cerca de um quarto de todas as emissões de combustíveis fósseis desde 1960. Agora, com a conclusão de que a Amazónia perdeu a capacidade de capturar CO2, torna-se ainda mais evidente que a crise climática é mais urgente do que nunca. A investigação agora divulgada usou pequenas aviações para medir os níveis de dióxido de carbono até 4,500 metros da floresta durante a última década.
“A primeira péssima notícia é que a queima da floresta produz cerca de três vezes mais CO2 do que aquele que a floresta absorve”, lamentou Luciana Gatti, investigadora que liderou o estudo, citada pelo Guardian. “A segunda má notícia é que, nos locais onde a desflorestação é equivalente a 30 por cento ou mais, as emissões de carbono são dez vezes superiores do que nos locais onde a desflorestação é inferior a 20 por cento”.
Segundo Gatti, as árvores produzem a maioria da chuva na Amazónia. Assim sendo, menos árvores significa menos chuva e temperaturas mais elevadas, tornando as estações secas ainda piores em toda a floresta. “Temos um ciclo muito negativo que torna a floresta mais suscetível a incêndios descontrolados”, alertou.
“Precisamos de um acordo global para salvar a Amazónia”, urgiu a investigadora.
O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, tem sido criticado nos últimos anos por incentivar à desflorestação em vez de tentar combatê-la. Este ano, essa desflorestação atingiu o maior pico dos últimos 12 anos. Também os incêndios bateram um novo recorde, com o número mais elevado desde 2007.
Grande parte da madeira, carne e soja produzidos na Amazónia é exportada pelo Brasil. Algo que poderá mudar, dado que algumas nações europeias já ameaçaram bloquear um acordo comercial com o país sul-americano a menos que Bolsonaro concorde em tomar medidas para combater a destruição da floresta tropical.