Mundo
Amazónia. Governo do Brasil recusa apoio do G7
O governo do Brasil vai recusar a ajuda de 18 milhões de euros oferecida pelo grupo do G7 para combater os incêndios na Amazónia.
A informação foi confirmada pela assessoria do Palácio do Planalto depois de vários meios de comunicação terem avançado a intenção do executivo liderado pelo presidente Jair Bolsonaro.
Pedro Sá Guerra, RTP/Antena 1
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, este anúncio está a ser visto no executivo de Brasília como uma tentativa de Macron para capitalizar politicamente o tema dos incêndios na floresta Amazónica.
Ao portal de notícias G1, o ministro da Casa Civil brasileira foi mais longe e sugeriu que o dinheiro oferecido pelo grupo do G7 seja para reflorestar a Europa.
Na semana passada, Emanuel Macron classificou como crise internacional a situação na Amazónia. Jair Bolsonaro respondeu acusando Macron de fazer ataques gratuitos à Amazónia.
Suspeitas investigadas
O Ministério Público brasileiro anunciou na última noite que está a investigar suspeitas de que tenha havido uma ação organizada para atear incêndios criminosos na floresta amazónica.
A revelação foi feita pela Procuradora-geral da República do Brasil, que adianta existirem elementos que justificam a abertura de inquérito para investigar e punir os responsáveis.
Segundo Raquel Dodge, há indícios de que ações criminosas combinadas provocaram vários focos de incêndio na região.
Um dos casos que está a ser investigado é o do chamado Dia do Fogo, uma alegada convocatória para fazer queimadas na Amazónia.
Fogos sob controlo
Entretanto, os incêndios que estão a devastar a floresta da Amazónia estão sob controlo. A garantia é do ministro brasileiro da Defesa.
Depois de uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro sobre a situação das chamas, Fernando Azevedo e Silva disse aos jornalistas que a chuva que tem caído está a ajudar e que o cenário é melhor em comparação com outros anos, nomeadamente no que ao número de queimadas diz respeito.
O ministro da Defesa adianta que estão nesta altura na Amazónia cerca de 2.500 militares a ajudar no combate às chamas.
Protestos em Lisboa
Em defesa da Amazónia, cerca de 700 pessoas manifestaram-se esta segunda-feira no Largo Camões, em Lisboa.
A manifestação foi organizada por vários movimentos em defesa da floresta amazónica e contou com a participação de alguns partidos de esquerda.
Samara Azevedo, do Movimento Coletivo Andorinha, acusa os agricultores de terem participado no Dia do Fogo, um dia em que alguns agricultores se juntaram para atear fogo na região da floresta da Amazónia
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais brasileiro revelou que a desflorestação da Amazónia aumentou 278% em julho, em relação ao mesmo mês de 2018.
Na última noite, o porta-voz de Jair Bolsonaro disse que o presidente brasileiro talvez visite a região da Amazónia esta semana. Bolsonaro diz que quer ver o que está a ser feito para combater os incêndios.
O anúncio da ajuda foi feito segunda-feira pelo presidente francês Emanuel Macron, durante a cimeira do G7.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, este anúncio está a ser visto no executivo de Brasília como uma tentativa de Macron para capitalizar politicamente o tema dos incêndios na floresta Amazónica.
Ao portal de notícias G1, o ministro da Casa Civil brasileira foi mais longe e sugeriu que o dinheiro oferecido pelo grupo do G7 seja para reflorestar a Europa.
Na semana passada, Emanuel Macron classificou como crise internacional a situação na Amazónia. Jair Bolsonaro respondeu acusando Macron de fazer ataques gratuitos à Amazónia.
Suspeitas investigadas
O Ministério Público brasileiro anunciou na última noite que está a investigar suspeitas de que tenha havido uma ação organizada para atear incêndios criminosos na floresta amazónica.
A revelação foi feita pela Procuradora-geral da República do Brasil, que adianta existirem elementos que justificam a abertura de inquérito para investigar e punir os responsáveis.
Segundo Raquel Dodge, há indícios de que ações criminosas combinadas provocaram vários focos de incêndio na região.
Um dos casos que está a ser investigado é o do chamado Dia do Fogo, uma alegada convocatória para fazer queimadas na Amazónia.
Fogos sob controlo
Entretanto, os incêndios que estão a devastar a floresta da Amazónia estão sob controlo. A garantia é do ministro brasileiro da Defesa.
Depois de uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro sobre a situação das chamas, Fernando Azevedo e Silva disse aos jornalistas que a chuva que tem caído está a ajudar e que o cenário é melhor em comparação com outros anos, nomeadamente no que ao número de queimadas diz respeito.
O ministro da Defesa adianta que estão nesta altura na Amazónia cerca de 2.500 militares a ajudar no combate às chamas.
Protestos em Lisboa
Em defesa da Amazónia, cerca de 700 pessoas manifestaram-se esta segunda-feira no Largo Camões, em Lisboa.
A manifestação foi organizada por vários movimentos em defesa da floresta amazónica e contou com a participação de alguns partidos de esquerda.
Samara Azevedo, do Movimento Coletivo Andorinha, acusa os agricultores de terem participado no Dia do Fogo, um dia em que alguns agricultores se juntaram para atear fogo na região da floresta da Amazónia
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais brasileiro revelou que a desflorestação da Amazónia aumentou 278% em julho, em relação ao mesmo mês de 2018.
Na última noite, o porta-voz de Jair Bolsonaro disse que o presidente brasileiro talvez visite a região da Amazónia esta semana. Bolsonaro diz que quer ver o que está a ser feito para combater os incêndios.