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Ameaças. Autoridade de aviação dos EUA propõe restrições junto à residência de Trump
A medida foi solicitada pelos Serviços Secretos norte-americanos que invocam informações de inteligência sobre ameaças à segurança do Presidente dos EUA.
A Administração Federal de Aviação (FAA) anunciou esta terça-feira a proposta de aplicar regras especiais para os voos que surjam nas proximidades da propriedade de Trump, situada junto ao Aeroporto Internacional Presidente Donald J. Trump, em Palm Beach, na Florida.
A proposta prevê restrições num raio de uma milha náutica, cerca de 1,85 quilómetros, em redor da residência e até uma altitude de 2.000 pés, aproximadamente 610 metros.
A iniciativa partiu dos Serviços Secretos dos EUA que pediram à autoridade de aviação norte-americana a criação das limitações com base em informações de inteligência relativas a ameaças, que não foram divulgadas.
Segundo a FAA, os Serviços Secretos consideram que as novas regras "aumentariam consideravelmente a capacidade de mitigar os riscos persistentes representados por aeronaves não autorizadas e sistemas de aeronaves não tripuladas”.
A preocupação com o espaço aéreo em redor da residência presidencial não é, contudo, uma novidade.
A FAA já mantém restrições semelhantes junto de sete residências presidenciais e vice-presidenciais nos Estados Unidos.
A mais recente foi criada em 2001, nas proximidades de Crawford, no Texas, onde o então Presidente George W. Bush tinha o rancho. As limitações continuam em vigor, embora os seus limites tenham sido reduzidos em 2010.
Um aeroporto a poucos quilómetros da residência de Trump
A particularidade de Palm Beach está na proximidade entre a residência do Presidente dos EUA, em Mar-a-Lago, e o aeroporto.
Por isso, as novas regras terão de conciliar a proteção da residência de Trump com o funcionamento normal da infraestrutura aeroportuária.
A FAA prevê, assim, uma exceção para os aviões comerciais. As aeronaves poderão entrar no espaço aéreo abrangido pelas restrições, desde que cumpram as regras estabelecidas.
Sem esta possibilidade, a pista principal do aeroporto ficaria "praticamente inutilizável", segundo a informação divulgada pela agência.
Também poderão entrar aeronaves utilizadas em operações de emergência, salvamento e aplicação da lei. Nestes casos, os pilotos terão de manter comunicação por rádio com o controlo de tráfego aéreo e obter autorização para entrar no espaço aéreo restringido.