Amnistia Internacional pede investigação ao ataque contra ativista pró-democracia

por Lusa

A Amnistia Internacional (AI) pediu às autoridades de Hong Kong que iniciem uma "investigação exaustiva" ao ataque, na quarta-feira, contra um proeminente ativista pró-democracia do território.

"Ficámos devastados ao tomar conhecimento do ataque a Jimmy Sham, um corajoso defensor dos direitos humanos e uma das forças motrizes dos protestos pró-democracia de Hong Kong", escreveu o investigador da AI para a Ásia, Joshua Rosenzweig.

O coordenador da Frente Cívica dos Direitos Humanos (FCDH), que tem liderado os maiores protestos na antiga colónia britânica, foi brutalmente espancado na quarta-feira por quatro homens mascarados, segundo a própria organização e a imprensa local.

"Jimmy Sham foi deixado a sangrar na rua e foi hospitalizado com ferimentos na cabeça. Mesmo no contexto de crescentes ataques a ativistas, este incidente é chocante na sua brutalidade", apontou Rosenzweig.

O ativista pró-democracia foi hospitalizado mas encontra-se estável, de acordo com informações divulgados hoje nos `media` locais.

"As autoridades devem conduzir prontamente uma investigação sobre este ataque terrível e levar todos os responsáveis à justiça", afirmou ainda o investigador.

Os protestos em Hong Kong, que se tornaram maciços em junho contra as emendas propostas à lei de extradição, transformaram-se num movimento que exige reformas democráticas.

Durante os quatro meses de manifestações, registou-se uma escalada de violência. Os manifestantes têm acusado a polícia do uso de força excessiva, enquanto as autoridades condenam as táticas violentas de alguns grupos, que apelidam de radicais.

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