Mundo
Anthropic alerta investidores para os "riscos catastróficos" da Inteligência Artificial
O documento com que a Anthropic preparou a entrada no mercado bolsista é pródigo em avisos para os potenciais investidores sobre os "riscos catastróficos ou existenciais para a Humanidade" que a Inteligência Artificial avançada pode representar. Advertência sonante por parte de uma empresa que procura, precisamente, obter lucro com esta tecnologia.
A agência Reuters teve acesso ao prospeto da Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) da empresa, no qual são amplamente destacados os potenciais riscos associados aos seus modelos de IA. A alusão a esses fatores imprevisíveis estende-se por 80 das 261 páginas do documento enviado, como é de lei, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) e, por comparação, suplanta largamente a descrição da atividade da empresa.
Segundo a proprietária do Claude, entre os perigos associados ao uso indevido da IA estão possíveis “comportamentos de autopreservação, resistência ao desligamento, ocultação ou manipulação de informação” e comportamentos “semelhantes a chantagem”, manifestados pelos LLM (Large Language Models) altamente capacitados.
A Anthropic destaca, por um lado, o potencial transformador da IA, que compara, por exemplo, ao impacto da industrialização e Internet, e, por outro, os danos irreversíveis que a tecnologia poderá provocar se for utilizada de forma inadequada.
No entanto, ainda segundo a Reuters, a empresa não revela no prospeto quanto gasta em investigação de segurança.
A Anthropic e outros grupos de desenvolvimento de IA, incluindo a OpenAI, criadora do ChatGPT, têm sido alvo de intenso escrutínio na sequência de fugas de informação sobre incidentes em que modelos de IA se terão comportado de forma inesperada e potencialmente perigosa, incluindo sabotar código, facilitar fraudes e manipular informação em testes controlados.
O documento mostra como a empresa cresceu rapidamente no último ano, embora o ritmo dos prejuízos tenha sido ainda mais acelerado. As receitas aumentaram 12 vezes em 2025, para quase 4,6 mil milhões de dólares, enquanto a empresa registou mais de 8 mil milhões de dólares de prejuízo operacional, excluindo ajustamentos contabilísticos relacionados com vários passivos, sobretudo associados a anteriores rondas de financiamento.
A oferta pública (IPO), que poderá avaliar a Anthropic em mais de 2 biliões de dólares, capitalizaria a ascensão meteórica do laboratório de IA dirigido por Dario Amodei, criado há apenas cinco anos, e poderá estabelecer uma referência para a forma como Wall Street avalia as principais empresas de Inteligência Artificial, incluindo a rival OpenAI, que continua a ser o principal concorrente da Anthropic e que deverá entrar em bolsa no início de 2027.
A empresa concorre também com a xAI, da SpaceX, a Google, da Alphabet, e a Meta na expansão das infraestruturas necessárias ao desenvolvimento da IA.
Segundo a proprietária do Claude, entre os perigos associados ao uso indevido da IA estão possíveis “comportamentos de autopreservação, resistência ao desligamento, ocultação ou manipulação de informação” e comportamentos “semelhantes a chantagem”, manifestados pelos LLM (Large Language Models) altamente capacitados.
A Anthropic destaca, por um lado, o potencial transformador da IA, que compara, por exemplo, ao impacto da industrialização e Internet, e, por outro, os danos irreversíveis que a tecnologia poderá provocar se for utilizada de forma inadequada.
No entanto, ainda segundo a Reuters, a empresa não revela no prospeto quanto gasta em investigação de segurança.
A Anthropic e outros grupos de desenvolvimento de IA, incluindo a OpenAI, criadora do ChatGPT, têm sido alvo de intenso escrutínio na sequência de fugas de informação sobre incidentes em que modelos de IA se terão comportado de forma inesperada e potencialmente perigosa, incluindo sabotar código, facilitar fraudes e manipular informação em testes controlados.
Já esta semana, surgiu a denúncia, feita pelo primeiro-ministro australiano, de que um modelo da OpenAI acedeu indevidamente à base de dados do sistema de saúde do país, um facto “inaceitável” aparentemente sem consequências gravosas detetadas mas que, segundo Anthony Albanese, ainda está sob investigação.
IA na Bolsa
Primeiramente apontada para o final deste mês, a entrada da Anthropic em bolsa poderá acontecer apenas depois das eleições intercalares norte-americanas de novembro, embora a empresa se tenha recusado a comentar esse reagendamento. Seja como for, a operação permitirá o acesso dos investidores do mercado acionista a uma corrida à IA que, até agora, tem sido financiada por empresas de capital de risco, fundos soberanos e gigantes tecnológicos.
Apostando fortemente na ideia de que Inteligência Artificial constitui um evento transformador da Economia mundial ainda mais potente do que a Revolução Industrial, a massificação da eletricidade e a Internet, a Anthropic vai colocar essa visão à apreciação dos investidores, apesar da atual desproporção entre o lucro projetado e os custos colossais que a sua implementação está a implicar atualmente.
De acordo com a Agência Reuters, o prospeto enviado pela Anthropic à SEC reporta um prejuízo líquido de 42 mil milhões de dólares em 2025 e planeia assumir, nos próximos anos, compromissos de 518 mil milhões de dólares relacionados com serviços de computação em nuvem, capacidade computacional e infraestruturas.
Primeiramente apontada para o final deste mês, a entrada da Anthropic em bolsa poderá acontecer apenas depois das eleições intercalares norte-americanas de novembro, embora a empresa se tenha recusado a comentar esse reagendamento. Seja como for, a operação permitirá o acesso dos investidores do mercado acionista a uma corrida à IA que, até agora, tem sido financiada por empresas de capital de risco, fundos soberanos e gigantes tecnológicos.
Apostando fortemente na ideia de que Inteligência Artificial constitui um evento transformador da Economia mundial ainda mais potente do que a Revolução Industrial, a massificação da eletricidade e a Internet, a Anthropic vai colocar essa visão à apreciação dos investidores, apesar da atual desproporção entre o lucro projetado e os custos colossais que a sua implementação está a implicar atualmente.
De acordo com a Agência Reuters, o prospeto enviado pela Anthropic à SEC reporta um prejuízo líquido de 42 mil milhões de dólares em 2025 e planeia assumir, nos próximos anos, compromissos de 518 mil milhões de dólares relacionados com serviços de computação em nuvem, capacidade computacional e infraestruturas.
O documento mostra como a empresa cresceu rapidamente no último ano, embora o ritmo dos prejuízos tenha sido ainda mais acelerado. As receitas aumentaram 12 vezes em 2025, para quase 4,6 mil milhões de dólares, enquanto a empresa registou mais de 8 mil milhões de dólares de prejuízo operacional, excluindo ajustamentos contabilísticos relacionados com vários passivos, sobretudo associados a anteriores rondas de financiamento.
A oferta pública (IPO), que poderá avaliar a Anthropic em mais de 2 biliões de dólares, capitalizaria a ascensão meteórica do laboratório de IA dirigido por Dario Amodei, criado há apenas cinco anos, e poderá estabelecer uma referência para a forma como Wall Street avalia as principais empresas de Inteligência Artificial, incluindo a rival OpenAI, que continua a ser o principal concorrente da Anthropic e que deverá entrar em bolsa no início de 2027.
A empresa concorre também com a xAI, da SpaceX, a Google, da Alphabet, e a Meta na expansão das infraestruturas necessárias ao desenvolvimento da IA.
(Com agências)