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Antigo número dois de Bin Laden nomeado chefe da Al Qaeda

Antigo número dois de Bin Laden nomeado chefe da Al Qaeda

O egípcio Ayman al-Zawahiri foi nomeado como novo líder da al-Qaeda, preenchendo o lugar que se encontrava vago desde a morte de Osama Bin Laden. A notícia foi dada a conhecer numa declaração publicada em páginas islamitas da internet e atribuída ao alto-comando da organização. O médico egípcio desempenhava, desde há mais de uma década, as funções de número dois da al-Qaeda e era um dos principais nomes apontados para a sucessão.

RTP /
O antigo número dois de Osama bin Laden foi "promovido" para lhe suceder

“Por este meio, o comando da Qaeda al-Jihad, depois de terminadas as consultas, declara que o Sheik Dr. Ayman a-Zawahiri, que Deus o abençoe, vai assumir a responsabilidade como o amir [líder] do grupo”, lê-se na declaração do grupo disseminada pelo al-Fajr, o ramo da al-Qaeda que lida com os média.

O anúncio, com a data de 2011, afirma que a decisão foi tomada para honrar “os mártires bem-aventurados” e o legado de Osama Bin Laden, que foi morto num raide americano no início de maio.

A declaração afirma ainda que a organização vai continuar a lutar uma jihad ou guerra santa contra os EUA e Israel sob a nova direção.

A "sombra" de Bin LadenHá cerca de uma semana, Zawahiri tinha avisado que Bin Laden continuaria a “aterrorizar” os EUA mesmo a partir da sepultura.

“O Sheik partiu, que Deus tenha piedade dele, como mártir e devemos continuar o caminho da Jihad que ele traçou para expulsar os invasores da terra dos muçulmanos e purifica-la da injustiça” declarou então ex-lugar tenente de Bin Laden.

“Hoje e graças a Deus, a América não está a enfrentar um individuo ou um grupo, mas uma nação que se rebelou e acordou do seu sono numa renascença jihadista”, afirmou.

Opositor de MubarakJulga-se que Ayman al Zawahiri esteja à beira dos sessenta anos e os serviços secretos paquistaneses alegam que poderá estar escondido na região fronteiriça que separa o Paquistão do Afeganistão.

Nascido no Egito, de uma família rica, é médico de formação e um dos membros fundadores da Jihad Islâmica Egípcia, uma organização militante que procurava derrubar por meios violentos o governo do então presidente Hosni Mubarak.

Preso e torturado pela polícia política do regime, terá sido nessa altura que avançou de forma decisiva para a radicalização.

Tal como bin-Laden, Zawahiri também foi para o Afeganistão durante a guerra com os soviéticos, embora principalmente, para contribuir com os seus conhecimentos médicos.

"Cérebro operacional" dos atentados
Acredita-se que tenha sido o “cérebro operacional” por detrás dos atentados de 11 de setembro nos EUA e de muitos outros reivindicados ao longo dos anos pela organização terrorista.

Em 1998, foi o autor de um fax enviado ao jornal Al-Hayat em que avisava os Estados Unidos. Três dias depois, a 7 de Agosto, camiões-bomba conduzidos por suicidas explodiram junto às embaixadas americanas em Nairobi no Quénia e em Dar es Salaam na Tanzânia, matando 224 pessoas.

Os EUA oferecem uma recompensa de 25 milhões de dólares pela sua captura, a mesma que ofereciam por Bin Laden, o que prova a importância que lhe é atribuída pelos serviços secretos americanos.



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