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António Costa elogia Guterres e defende caminho do "multilateralismo" nas Nações Unidas
Presidente do Conselho Europeu homenageou o secretário-geral da ONU, descrevendo o trabalho de Guterres como "um verdadeiro farol".
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu esta tarde, num discurso no Debate da Assembleia-Geral das Nações, que “o multilateralismo” é a única forma de abordar os problemas da atualidade.
"Sozinho, nenhum país consegue prevenir uma pandemia, estabilizar o clima, garantir cadeias de abastecimento resilientes, regular a Inteligência Artificial, assegurar a estabilidade financeira ou promover o desenvolvimento sustentável", disse.
"Sozinho, nenhum país, por mais poderoso que seja, consegue construir uma paz duradoura. É por isso que a nossa mensagem é clara: precisamos do multilateralismo", acrescentou Costa.
Num discurso em inglês, francês e espanhol, o presidente do Conselho Europeu argumentou que as Nações Unidas devem manter-se no centro do sistema multilateral, mesmo admitindo que estão sob pressão da polarização geopolítica, das restrições financeiras e das deficiências institucionais.
"Mas a resposta não é a retirada. A resposta é reformar, renovar e reinvestir", sublinhou.
Sobre os conflitos no Médio Oriente e na Europa, Costa avaliou como inaceitável que, nos últimos 12 meses, a Rússia tenha ameaçado repetidamente a segurança dos Estados-membros da União Europeia.
Instou, portanto, a comunidade internacional a utilizar todos os meios de pressão disponíveis contra a Rússia para pôr fim à guerra na Ucrânia e a criar as condições para negociações.
O mesmo aplica-se ao Médio Oriente, disse, lamentando o atual impasse em Gaza.
O presidente do Conselho Europeu saiu também em defesa dos esforços destinados a uma solução para o conflito no Irão e considerou "essencial que o Irão nunca tenha permissão para adquirir armas nucleares".
"A União Europeia é clara quanto à sua escolha. Cooperação em vez de confronto. Direito em vez de poder. Parceria em vez de isolamento. Ação em vez de paralisia. Estamos prontos para trabalhar em conjunto com todos aqueles que partilham desta convicção. Vamos reformar. Vamos renovar. Vamos reinvestir. E vamos agir. Juntos", concluiu Costa.
O “farol” António Guterres
O presidente do Conselho Europeu homenageou hoje o atual secretário-geral da ONU e defendeu que o sucessor deverá ser ambicioso e firmemente comprometido com o direito internacional, tal "como António Guterres", cujo trabalho descreve como "verdadeiro farol".
"As Nações Unidas precisam de um líder ambicioso, firmemente comprometido com os princípios da sua Carta e com o respeito pelo direito internacional, como António Guterres", afirmou António Costa, no Debate da Assembleia-geral da ONU, em Nova Iorque.
"Quero prestar aqui uma homenagem ao secretário-geral. Os seus incansáveis esforços na defesa da Carta das Nações Unidas, na proteção dos direitos humanos, na reforma da arquitetura financeira global, na promoção do desenvolvimento sustentável e na tomada de medidas decisivas em matéria de alterações climáticas têm sido um verdadeiro farol, iluminando o nosso caminho e orientando o nosso compromisso coletivo", disse o ex-primeiro-ministro português.
Segundo o presidente do Conselho Europeu, o próximo secretário-geral deve continuar a mobilizar plenamente todos os instrumentos ao seu dispor para prevenir conflitos, mediar crises e construir a paz, "com particular atenção à Ucrânia, ao Médio Oriente e ao Sudão".
(Com Lusa)
"Sozinho, nenhum país consegue prevenir uma pandemia, estabilizar o clima, garantir cadeias de abastecimento resilientes, regular a Inteligência Artificial, assegurar a estabilidade financeira ou promover o desenvolvimento sustentável", disse.
"Sozinho, nenhum país, por mais poderoso que seja, consegue construir uma paz duradoura. É por isso que a nossa mensagem é clara: precisamos do multilateralismo", acrescentou Costa.
Num discurso em inglês, francês e espanhol, o presidente do Conselho Europeu argumentou que as Nações Unidas devem manter-se no centro do sistema multilateral, mesmo admitindo que estão sob pressão da polarização geopolítica, das restrições financeiras e das deficiências institucionais.
"Mas a resposta não é a retirada. A resposta é reformar, renovar e reinvestir", sublinhou.
Sobre os conflitos no Médio Oriente e na Europa, Costa avaliou como inaceitável que, nos últimos 12 meses, a Rússia tenha ameaçado repetidamente a segurança dos Estados-membros da União Europeia.
Instou, portanto, a comunidade internacional a utilizar todos os meios de pressão disponíveis contra a Rússia para pôr fim à guerra na Ucrânia e a criar as condições para negociações.
O mesmo aplica-se ao Médio Oriente, disse, lamentando o atual impasse em Gaza.
O presidente do Conselho Europeu saiu também em defesa dos esforços destinados a uma solução para o conflito no Irão e considerou "essencial que o Irão nunca tenha permissão para adquirir armas nucleares".
"A União Europeia é clara quanto à sua escolha. Cooperação em vez de confronto. Direito em vez de poder. Parceria em vez de isolamento. Ação em vez de paralisia. Estamos prontos para trabalhar em conjunto com todos aqueles que partilham desta convicção. Vamos reformar. Vamos renovar. Vamos reinvestir. E vamos agir. Juntos", concluiu Costa.
O “farol” António Guterres
O presidente do Conselho Europeu homenageou hoje o atual secretário-geral da ONU e defendeu que o sucessor deverá ser ambicioso e firmemente comprometido com o direito internacional, tal "como António Guterres", cujo trabalho descreve como "verdadeiro farol".
"As Nações Unidas precisam de um líder ambicioso, firmemente comprometido com os princípios da sua Carta e com o respeito pelo direito internacional, como António Guterres", afirmou António Costa, no Debate da Assembleia-geral da ONU, em Nova Iorque.
"Quero prestar aqui uma homenagem ao secretário-geral. Os seus incansáveis esforços na defesa da Carta das Nações Unidas, na proteção dos direitos humanos, na reforma da arquitetura financeira global, na promoção do desenvolvimento sustentável e na tomada de medidas decisivas em matéria de alterações climáticas têm sido um verdadeiro farol, iluminando o nosso caminho e orientando o nosso compromisso coletivo", disse o ex-primeiro-ministro português.
Segundo o presidente do Conselho Europeu, o próximo secretário-geral deve continuar a mobilizar plenamente todos os instrumentos ao seu dispor para prevenir conflitos, mediar crises e construir a paz, "com particular atenção à Ucrânia, ao Médio Oriente e ao Sudão".
(Com Lusa)