Mundo
Apelido do marido exigido às mulheres francesas
Uma das questões enfrentadas pelas mulheres francesas é a dificuldade de manterem a sua identidade. No país onde a igualdade é valorizada, a adoção do apelido do marido é imprescindível na forma como a sociedade as trata.
Apesar de não haver uma lei ou regulamento que obrigue as mulheres francesas a adotar o apelido do marido como nome, a tradição acaba por ter mais peso.
O problema é que a forma como são encaradas pela sociedade tem determinadas implicações mais profundas. Algumas empresas, por exemplo: bancos e operadoras de telefone tendem a encarar o homem como cliente principal e chegam a pedir-lhe autorização sobre alterações ou levantamentos que as mulheres queiram realizar, apesar de as contas serem em conjunto e os números de telefone estarem associados ao nome de cada um.
As mulheres solteiras sofrem de discriminação por não poderem recorrer ao procedimento de inseminação artificial. Apesar da promessa de o governo socialista autorizar este processo, o mesmo ainda se mantém proibido ao contrário do que acontece em países como Portugal, Espanha, Bélgica e Reino Unido.
Uma espanhola reformada que foi casada durante a juventude e vive em França há alguns anos continua a deparar-se com situações em que o seu nome de casada é exigido e revolta-se com o facto de o mesmo não ser perguntado aos homens.
A exceção à regra é Ségolène Royal, ministra da Energia e Ambiente e ex-candidata à presidência da República. Royal tem conseguido manter a sua identidade, porque nunca se casou com o presidente François Hollande, embora tenha tido quatro filhos com ele.
O problema é que a forma como são encaradas pela sociedade tem determinadas implicações mais profundas. Algumas empresas, por exemplo: bancos e operadoras de telefone tendem a encarar o homem como cliente principal e chegam a pedir-lhe autorização sobre alterações ou levantamentos que as mulheres queiram realizar, apesar de as contas serem em conjunto e os números de telefone estarem associados ao nome de cada um.
As mulheres solteiras sofrem de discriminação por não poderem recorrer ao procedimento de inseminação artificial. Apesar da promessa de o governo socialista autorizar este processo, o mesmo ainda se mantém proibido ao contrário do que acontece em países como Portugal, Espanha, Bélgica e Reino Unido.
Uma espanhola reformada que foi casada durante a juventude e vive em França há alguns anos continua a deparar-se com situações em que o seu nome de casada é exigido e revolta-se com o facto de o mesmo não ser perguntado aos homens.
A exceção à regra é Ségolène Royal, ministra da Energia e Ambiente e ex-candidata à presidência da República. Royal tem conseguido manter a sua identidade, porque nunca se casou com o presidente François Hollande, embora tenha tido quatro filhos com ele.