Apelo à cooperação internacional para reforço de cobertura médica

A conferência sobre segurança médica nos países em vias de desenvolvimento terminou hoje em Paris com um apelo à "cooperação internacional coordenada" para ajudar os estados do Sul a reforçar a cobertura neste domínio.

Agência LUSA /

"Cem milhões de pessoas, por falta de mecanismos de cobertura médica, oscilam todos os anos abaixo do limiar da pobreza por causa de doenças ou invalidez", revelam as conclusões da presidente desta conferência, que demonstrou assim a amplitude do problema.

Cinquenta estados e várias organizações participaram nesta conferência.

As suas conclusões enumeram vários "princípios" sobre os quais se deve elaborar uma "cooperação internacional coordenada".

Um esforço de "informação e de transparência" é igualmente pedido para que a comunidade internacional possa avaliar melhor as evoluções neste domínio, assim como as "experiências mais ricas de ensino para o conjunto dos estados".

As conclusões revelam a este propósito "a grande variedade das abordagens e das experiências em curso, mostrando que este não existe em modelo único".

"Uma implicação concertada de todas as partes garantiria o desenvolvimento de mecanismos de cobertura dos risco doença", pode ler-se no documento que cita o Estado e a sociedade civil.

O documento sublinha também a "desigualdade de acesso aos tratamentos" entre homens e mulheres, o que explica uma "taxa anormalmente elevada de morbidez e de mortalidade nas mulheres",

"A igualdade homens - mulheres é uma condição essencial do sucesso das políticas publicas nacionais", sublinham as conclusões.

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