Mundo
Apoiantes de Hussein Mussavi voltam a manifestar-se hoje em Teerão
Os apoiantes do candidato presidencial derrotado nas eleições iranianas, Mir Hossein Moussavi, voltam ao centro de Teerão numa nova manifestação de protesto contra aquilo que apelidam de fraude eleitoral que reelegeu Mahmud Ahmadinejad. Ali Khamenei apela à união sob a bandeira dos clérigos islamistas.
Os apoiantes do antigo primeiro-ministro concentraram-se na terça-feira no norte da capital e combinaram oralmente passando a palavra reencontrarem-se esta quarta-feira, pelas 17h00 locais (14h30 em Lisboa), na praça Haft-é Tir, uma das principais praças de Teerão.
Mir Hussein Mussavi, candidato presidencial e conservador moderado, não se pronunciou sobre esta nova concentração.
Com constantes protestos e manifestações de milhões de iranianos que, tendo apoiado Mussavi nas eleições presidenciais, não se conformam com a vitória, que consideram fraudulenta, de Ahmadinejad, de que já resultaram sete mortos, muitos feridos e ainda um maior número de detenções e contra-manifestações de iranianos apoiantes do Presidente reeleito, o Irão está a viver desde a data do sufrágio um clima de rebelião e insegurança diária.
O Ayatollah Ali Khamenei, usando da sua prestigiada posição de guia supremo do Irão, reuniu-se com representantes das quatro candidaturas presidenciais e dirigiu-lhes um apelo à unidade nacional.
Khamenei chamou os iranianos a acolherem-se debaixo do regime liderado pelos clérigos tendo como pano de fundo um Irão profundamente dividido entre apoiantes do presidente Mahmud Ahmadinejad e do seu rival reformista Mir Hossein Mussavi.
Irão protesta contra países da União Europeia
Descontente com o facto de vários países europeus terem permitido a realização de manifestações pró-Mussavi e de contestação dos resultados das eleições presidenciais iranianas, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano convocou os embaixadores da República Checa, Reino Unido, França, Holanda, Itália e Alemanha.
A todos eles, o Irão, através do seu responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros, criticou e deixou "recados" do Governo iraniano.
Ao embaixador da República Checa, Josep Havlas, o MNE iraniano lembrou que nenhum país tem o direito de interferir nos assuntos internos do Irão.
O embaixador britânico, Simon Lawrence Gass, foi questionado sobre as declarações das autoridades britânicas, que recentemente expressaram «sérias dúvidas» sobre o processo eleitoral iraniano.
O representante da diplomacia francesa, Bernard Poletti, ouviu da boca do responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros iraniano uma censura pela «posição ilógica e insultuosa» do presidente francês, Nicolas Sarkozy. Sarkozy não se coibiu de denunciar aquilo que considerou ser "uma ampla fraude" a favor do presidente Ahmedinejad. Voltou, aliás, a repetir as denúncias esta quarta-feira.
Mir Hussein Mussavi, candidato presidencial e conservador moderado, não se pronunciou sobre esta nova concentração.
Com constantes protestos e manifestações de milhões de iranianos que, tendo apoiado Mussavi nas eleições presidenciais, não se conformam com a vitória, que consideram fraudulenta, de Ahmadinejad, de que já resultaram sete mortos, muitos feridos e ainda um maior número de detenções e contra-manifestações de iranianos apoiantes do Presidente reeleito, o Irão está a viver desde a data do sufrágio um clima de rebelião e insegurança diária.
O Ayatollah Ali Khamenei, usando da sua prestigiada posição de guia supremo do Irão, reuniu-se com representantes das quatro candidaturas presidenciais e dirigiu-lhes um apelo à unidade nacional.
Khamenei chamou os iranianos a acolherem-se debaixo do regime liderado pelos clérigos tendo como pano de fundo um Irão profundamente dividido entre apoiantes do presidente Mahmud Ahmadinejad e do seu rival reformista Mir Hossein Mussavi.
Irão protesta contra países da União Europeia
Descontente com o facto de vários países europeus terem permitido a realização de manifestações pró-Mussavi e de contestação dos resultados das eleições presidenciais iranianas, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano convocou os embaixadores da República Checa, Reino Unido, França, Holanda, Itália e Alemanha.
A todos eles, o Irão, através do seu responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros, criticou e deixou "recados" do Governo iraniano.
Ao embaixador da República Checa, Josep Havlas, o MNE iraniano lembrou que nenhum país tem o direito de interferir nos assuntos internos do Irão.
O embaixador britânico, Simon Lawrence Gass, foi questionado sobre as declarações das autoridades britânicas, que recentemente expressaram «sérias dúvidas» sobre o processo eleitoral iraniano.
O representante da diplomacia francesa, Bernard Poletti, ouviu da boca do responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros iraniano uma censura pela «posição ilógica e insultuosa» do presidente francês, Nicolas Sarkozy. Sarkozy não se coibiu de denunciar aquilo que considerou ser "uma ampla fraude" a favor do presidente Ahmedinejad. Voltou, aliás, a repetir as denúncias esta quarta-feira.