Mundo
Arábia Saudita autoriza acesso de mulheres a estádios desportivos
A partir do próximo ano, pela primeira vez, as mulheres vão poder entrar em recintos desportivos da Arábia Saudita. Segundo a Autoridade Geral do Desporto, já estão a ser preparados três estádios para receber famílias em eventos desportivos no próximo ano.
Os estádios da capital Riade e de duas outras grandes cidades, Jeddah e Dammam, estão a ser preparados “para acomodar famílias já no início do próximo ano”, segundo um comunicado da Autoridade Geral do Desporto.
A decisão, anunciada este domingo, consiste na autorização da entrada das mulheres em três estádios acompanhadas pelas famílias.
Para além do acesso permitido a pessoas do sexo feminino, os estádios vão passar a ter restaurantes, cafés e ecrãs gigantes em determinadas zonas para que as mulheres possam assistir aos jogos. Todos os espaços do género nos estádios, até agora, eram exclusivos para homens.
Dias depois de o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, ter dito, em entrevista ao jornal britânico The Guardian, que retornar a “um Islão moderado, aberto ao mundo e a todas as religiões” é fundamental para a modernização do país e numa altura em que se começaram aliviar algumas das restrições impostas às mulheres no Reino do Golfo, é anunciada esta decisão.
Já em setembro, o Rei Salman anunciou que, a partir de junho de 2018, as mulheres passam a estar autorizadas a conduzir carros, deixando, assim, este de ser o único país do mundo onde as mulheres são proibidas de conduzir.
Conservadores criticam
No feriado nacional, em setembro, centenas de mulheres sauditas entraram e assistiram, sentadas nas bancadas do Estádio King Fahd, na capital, a concertos e a fogo-de-artifício, pelas comemorações do Dia Nacional.
Até à data as mulheres na Arábia Saudita nunca tinham sido admitidas em estádios, segundo a regra de separação de géneros em espaços públicos.
Apesar dos recentes anúncios do reino que apelam à tolerância e à modernização, os mais conservadores criticaram a autorização para as mulheres participarem nas comemorações do Dia Nacional num estádio de Riade.
Num país onde as mulheres estão sujeitas a duras regras de segregação de género, há já várias décadas, e à necessidade de tutela de um homem – seja pai, marido ou irmão – para estudarem, viajarem ou acederem a serviços de saúde, também não lhes é permitido praticar desporto em público.
Modernização
Em julho deste ano, o Ministério da Educação saudita autorizou a prática de desporto nas escolas públicas a raparigas.
Mohammed bin Salman tem promovido um programa de desenvolvimento e modernização, com vista à abertura da Arábia Saudita, a mudança dos estilos de vida no país e da mentalidade conservadora que limita o papel da mulher na sociedade, que pretende cumprir até 2030.
Apesar dos recentes avanços por mais igualdade de género, as mulheres continuam a enfrentar severas restrições na Arábia Saudita sob a corrente islâmica do Wahabismo. Continuam a ser obrigadas a usar vestuário que as cobre e a ser proibidas a se relacionar com homens externos à família.
A decisão, anunciada este domingo, consiste na autorização da entrada das mulheres em três estádios acompanhadas pelas famílias.
Para além do acesso permitido a pessoas do sexo feminino, os estádios vão passar a ter restaurantes, cafés e ecrãs gigantes em determinadas zonas para que as mulheres possam assistir aos jogos. Todos os espaços do género nos estádios, até agora, eram exclusivos para homens.
Dias depois de o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, ter dito, em entrevista ao jornal britânico The Guardian, que retornar a “um Islão moderado, aberto ao mundo e a todas as religiões” é fundamental para a modernização do país e numa altura em que se começaram aliviar algumas das restrições impostas às mulheres no Reino do Golfo, é anunciada esta decisão.
Já em setembro, o Rei Salman anunciou que, a partir de junho de 2018, as mulheres passam a estar autorizadas a conduzir carros, deixando, assim, este de ser o único país do mundo onde as mulheres são proibidas de conduzir.
Conservadores criticam
No feriado nacional, em setembro, centenas de mulheres sauditas entraram e assistiram, sentadas nas bancadas do Estádio King Fahd, na capital, a concertos e a fogo-de-artifício, pelas comemorações do Dia Nacional.
Até à data as mulheres na Arábia Saudita nunca tinham sido admitidas em estádios, segundo a regra de separação de géneros em espaços públicos.
Apesar dos recentes anúncios do reino que apelam à tolerância e à modernização, os mais conservadores criticaram a autorização para as mulheres participarem nas comemorações do Dia Nacional num estádio de Riade.
Num país onde as mulheres estão sujeitas a duras regras de segregação de género, há já várias décadas, e à necessidade de tutela de um homem – seja pai, marido ou irmão – para estudarem, viajarem ou acederem a serviços de saúde, também não lhes é permitido praticar desporto em público.
Modernização
Em julho deste ano, o Ministério da Educação saudita autorizou a prática de desporto nas escolas públicas a raparigas.
Mohammed bin Salman tem promovido um programa de desenvolvimento e modernização, com vista à abertura da Arábia Saudita, a mudança dos estilos de vida no país e da mentalidade conservadora que limita o papel da mulher na sociedade, que pretende cumprir até 2030.
Apesar dos recentes avanços por mais igualdade de género, as mulheres continuam a enfrentar severas restrições na Arábia Saudita sob a corrente islâmica do Wahabismo. Continuam a ser obrigadas a usar vestuário que as cobre e a ser proibidas a se relacionar com homens externos à família.