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Arábia Saudita. Detenções na realeza reforçam poder de MbS
O poder do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salma (MbS), foi reforçado após uma nova onda de detenções contra os opositores ao Governo. Entre os detidos estão dois membros da família real, o príncipe Ahmed bin Abdul Aziz, irmão mais novo do rei saudita Salman, e o sobrinho do rei, Mohammed bin Nayef.
Relatos apresentados, na passada sexta-feira, pelo Wall Street Journal referem que o motivo que esteve na origem da detenção, foi uma tentativa de golpe contra o rei Salman.
As autoridades sauditas garantiram que foi o próprio rei que assinou os mandados de prisão, uma ação pouco comum contra duas figuras importantes da realeza.
As prisões causaram uma nova onda de agitação num reino que já se encontrava abalado após três anos de repressão, em que se destaca o assassinato do jornalista e dissidente Jamal Khashoggi em 2018.
Vários príncipes receberam ordens para fazerem declarações públicas de apoio MbS logo após as detenções.
O príncipe herdeiro acumulou assim um grande poder, o que lhe dá a oportunidade de governar a Arábia Saudita. Porém, o próprio alega não ter pressa em ocupar o lugar que atualmente pertence ao seu pai.
Os críticos a Mohammed contraargumentam que ele é uma pessoa muito impaciente classificando-o como imprevisível e violento.
Algumas pessoas que não pertencem ao reino alegavam que as detenções de Ahmed e Mohammed bin Nayef levariam o rei Salman a afastar-se do trono durante algumas semanas - o que não irá acontecer pelo menos até novembro, altura em que será realizada a cúpula do G20 em Riade.
“Eu não apostaria que o rei fosse forçado a sair. Isso seria uma aposta muito difícil, mesmo para MbS. Jogaria mal com a região e seria uma aposta difícil para os seus aliados”, afirmou uma fonte de acordo com o jornal The Guardian.
As autoridades sauditas garantiram que foi o próprio rei que assinou os mandados de prisão, uma ação pouco comum contra duas figuras importantes da realeza.
As prisões causaram uma nova onda de agitação num reino que já se encontrava abalado após três anos de repressão, em que se destaca o assassinato do jornalista e dissidente Jamal Khashoggi em 2018.
As detenções ocorreram horas depois de o secretário de Relações Exteriores, Dominic Raab, ser recebido pelo rei. De acordo com o jornal The Guardian os dois detidos teriam telefonado às suas famílias, dizendo que estavam a ser sequestrados numa moradia particular.
Vários príncipes receberam ordens para fazerem declarações públicas de apoio MbS logo após as detenções.
O príncipe herdeiro acumulou assim um grande poder, o que lhe dá a oportunidade de governar a Arábia Saudita. Porém, o próprio alega não ter pressa em ocupar o lugar que atualmente pertence ao seu pai.
Os críticos a Mohammed contraargumentam que ele é uma pessoa muito impaciente classificando-o como imprevisível e violento.
Algumas pessoas que não pertencem ao reino alegavam que as detenções de Ahmed e Mohammed bin Nayef levariam o rei Salman a afastar-se do trono durante algumas semanas - o que não irá acontecer pelo menos até novembro, altura em que será realizada a cúpula do G20 em Riade.
“Eu não apostaria que o rei fosse forçado a sair. Isso seria uma aposta muito difícil, mesmo para MbS. Jogaria mal com a região e seria uma aposta difícil para os seus aliados”, afirmou uma fonte de acordo com o jornal The Guardian.