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Arábia Saudita. Guarda-costas do rei assassinado por “amigo traiçoeiro”
Abdulziz al-Fagham, o guarda-costas de longa data do rei da Arábia Saudita, foi morto numa “disputa pessoal” entre amigos. O suspeito do crime acabou por ser morto em tiroteio com a polícia.
Segundo os meios de comunicação sauditas, o general Abdulziz al-Fagham foi assassinado a tiros pelo seu amigo Mamdouh al-Ali, após ter eclodido entre ambos uma “disputa pessoal” na casa de um amigo comum na cidade de Jeddah, na costa do Mar Vermelho.
O desentendimento entre os dois amigos culminou na morte do guarda-costas do rei, que sucumbiu aos tiros de al-Ali. Desta briga também saíram feridos o irmão do dono da casa, bem como um trabalhador filipino.
Segundo a polícia, o suspeito trancou-se dentro de casa e recusou render-se, acabando por ser morto no tiroteio com a polícia. Cinco agentes de segurança foram feridos pelos "tiros indiscriminados" de al-Ali.
Os relatórios oficiais não revelaram exatamente o que desencadeou o assassinato de al-Fagham, nem nenhuma informação adicional sobre o autor dos tiros. Dois sobrinhos do guarda-costas confirmaram no Twitter que o tio foi morto por um "amigo traiçoeiro".
Al-Fagham era o guarda-costas pessoal em quem o rei Salman mais confiava, tendo anteriormente protegido o seu meio-irmão, o falecido rei Abdullah. Apelidado de "muleta do rei", era frequentemente fotografado ao lado do monarca de 83 anos, que seguia de perto durante as suas deslocações ao estrangeiro e nos vários eventos públicos por todo o reino.