Argentinos protestam contra a quarentena e o governo

Milhares de argentinos protestaram em mais de 120 cidades do país contra a quarentena mais prolongada do mundo e contra a estratégia do governo de avançar contra as liberdades e a favor da impunidade na corrupção.

Mário Aleixo - RTP /
A multidão saiu à rua farta da quarentena e do governo Reuters

Nas principais praças e avenidas do país, milhares de bandeiras argentinas eram agitadas, enquanto as panelas em protesto misturavam-se às buzinas dos automóveis em caravanas.

Das janelas, aqueles que preferiram não quebrar a quarentena, protestavam com panelas e cornetas. De quando em quando, a "orquestra" ruidosa cedia lugar à entonação do hino nacional argentino.

Os protestos aconteceram em pequenos povoados e nos pontos de referência das grandes cidades. Incluíram ícones patrióticos, como o Monumento à Bandeira, na cidade de Rosario, a Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, sede do governo em Buenos Aires, e a residência oficial de Olivos, com o objetivo de que o presidente Alberto Fernández escutasse o protesto.

Argentina com 318 mortes e 9.524 casos nas últimas 24 horas

A Argentina registou 318 mortes provocadas pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, além de 9.524 novos casos confirmados, anunciaram as autoridades.

O país, com 44 milhões de habitantes, contabilizou 903.730 casos de covid-19 desde o início da epidemia, que resultaram em 24.186 mortes.

A província de Buenos Aires continua a ser o principal foco de transmissão, com 470.653 casos (2.221 dos quais nas últimas 24 horas), seguindo-se a capital, com 135.491 contágios (499 no último dia), de acordo com as autoridades sanitárias.

 
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