Armas químicas japonesas abandonadas na II Guerra Mundial na China vão ser destruídas
Changchun, China, 30 nov (Lusa) -- A China e o Japão vão começar a destruir armas químicas abandonadas pelo Japão no nordeste da China no final da II Guerra Mundial na próxima segunda-feira, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
Uma operação teste vai ter lugar na segunda-feira na zona de Harbaling, na província de Jilin, onde se encontra enterrada a maior quantidade de armas.
Esta iniciativa irá marcar uma nova etapa na eliminação das armas, a qual será decisiva para a destruição de todas, acrescentou a diplomacia chinesa, citada pela agência Xinhua.
O Japão abandonou pelo menos dois milhões de toneladas de armas químicas em aproximadamente 40 locais em 15 províncias chinesas no final da II Guerra Mundial, a maioria das quais em três províncias do nordeste da China: Heilongjiang, Jilin e Liaoning.
A agência oficial chinesa destaca que o abandono destas armas foi um dos muitos crimes cometidos durante a invasão do Japão, sublinhando que, apesar de a guerra ter acabado há décadas, as armas continuam a representar enormes ameaças para o povo, propriedade e ambiente da China.
De acordo com a Convenção para a Eliminação de Armas Químicas e o memorando sobre a destruição de armas químicas abandonadas, assinado pela China e pelo Japão, em 1999, Tóquio vai oferecer fundos, tecnologias, conhecimento e as instalações necessários e a China facultará assistência.
"A China vai continuar a instar o Japão a acelerar o processo de destruição sob a condição prévia de garantir a segurança do pessoal e do ambiente", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.