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Artemis II regressa à Terra. Este é o teste final de velocidade e calor

Artemis II regressa à Terra. Este é o teste final de velocidade e calor

A confiança está depositada na proteção térmica da cápsula, testada nos últimos anos, mas sem tripulação. "Vai ser o teste", diz o astrónomo José Augusto Matos. Cápsula em que seguem quatro astronautas vai passar por temperaturas de 2 mil e 700 graus Celsius. 

Rita Fernandes - RTP Antena 1 /
Fotos: NASA handout via Reuters

Depois de dez dias no Espaço, a Orion enfrenta uma das fases mais críticas da missão Artemis II - a reentrada na atmosfera da Terra, a cerca de 40 mil quilómetros por hora. "É mais do que a velocidade que atinge uma nave que regresse da Estação Espacial Internacional", explica o astrónomo José Augusto Matos. "À medida que a cápsula se aproxima da Terra, atinge velocidades maiores", idênticas às atingidas pelas missões Apollo, há cerca de 50 anos.

O escudo térmico da nave foi desenvolvido para aguentar situações extremas e testado nos últimos anos. Em 2022, apresentou "alguns problemas", que foram corrigidos, explica o astrónomo. Agora, com a chegada à Terra, vai ser feito o grande teste.

A cápsula, que traz 4 astronautas, vai entrar na atmosfera terrestre por volta da 01h00 (hora de Lisboa) e segue para uma amaragem ao largo da costa de San Diego, na Califórnia, no Oceano Pacífico. E a partir daí pode demorar entre uma hora e meia e duas horas até os astronautas saírem da capsúla.

O "silêncio rádio" durante minutos

Depois de entrar na Terra, a comunicação com a cápsula é interrompida durante alguns minutos. É o chamado “silêncio rádio”, em que é perdido o contacto rádio com a nave. "Os minutos de terror", diz o astrónomo em tom descontraído, mas expectante.

Apesar de tudo, o astrónomo explica que o regresso à Terra tem um risco semelhante ao da saída em direção ao Espaço. "No lançamento, o grande risco é o foguetão. Na reentrada, toda a confiança é depositada na proteção térmica que a nave tem. São duas fases muito críticas da missão."
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