As coisas estão a correr de feição, diz Presidente da CNE de Moçambique

As coisas estão a correr de feição, diz Presidente da CNE de Moçambique

O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique, Abdul Carimo, manifestou-se hoje satisfeito com o nível de organização e afluência dos eleitores às urnas, assegurando à Lusa que as "coisas estão a correr de feição".

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Até agora as coisas estão a correr de feição, não temos nenhuma notícia má" de qualquer parte do país, disse Abdul Carimo quatro horas depois da abertura das mesas de voto para as eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais.

"Esperamos que este nível de afluência se mantenha até ao encerramento das mesas de modo que o nível de participação seja considerável ou melhor do que o pleito anterior", acrescentou.

Mais de dez milhões de moçambicanos escolhem hoje um novo Presidente da República, 250 deputados da Assembleia da República e 811 membros das assembleias provinciais.

Apesar do otimismo do presidente da CNE de Moçambique relativamente às primeiras horas de votação, os partidos políticos da oposição moçambicana já manifestaram queixas sobre a forma como o processo está a decorrer.

O MDM, terceiro maior partido moçambicano, acusou hoje os órgãos eleitorais de impedirem a presença dos delegados desta força política nas mesas de voto, observando que a alegada obstrução poderá minar a credibilidade da votação.

O presidente da CNE disse que se o eventual impedimento minar a credibilidade da votação poderá ser "por culpa própria dos partidos políticos".

"Este é um processo que já está a correr há mais de um mês e meio. Os partidos políticos foram convidados a submeter as listas. Há partidos políticos que submeteram no último domingo, o que é extremamente complicado para os órgãos de gestão eleitoral", disse.

O presidente da CNE assegurou que os órgãos de gestão eleitoral fizeram "um esforço enormíssimo para os partidos estarem representados ao nível dos membros das mesas de voto".

"Pelo menos estão representados ao nível de membros de candidaturas, de modo que não temos problemas quanto a isso. Se têm dois delegados por partido político, por direito, então penso que são pessoas de confiança deles, são pessoas que podem garantir o controlo de todo o processo de votação", afirmou Abdul Carimo.

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